Oi pessoal, este texto abaixo é a reprodução do Diário oficial da União de 17 maio de 2012, onde na página com os despachos do Minstério do Esporte está publicado o novo acordo para a construção do no "autódromo internacional da Cidade do Rio de Janeiro".
GABINETE DO MINISTRO
EXTRATOS DE ACORDOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
PARTÍCIPES: União, Município do Rio de Janeiro e Autoridade Pública
Olímpica. OBJETO: estabelecer as diretrizes para a execução dos projetos
e das obras dos equipamentos que compõem o Parque Olímpico, visando
à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 na cidade do
Rio de Janeiro. DATA DE ASSINATURA: 15/05/2012. VIGÊNCIA: 05
(cinco) anos, contados da data da publicação, podendo ser prorrogado por
acordo entre os partícipes. ASSINAM: JOSÉ ALDO REBELO DE FIGUEIREDO
- Ministro de Estado do Esporte; EDUARDO PAES - Prefeito
do Município do Rio de Janeiro e MARCIO FORTES DE ALMEIDA
- Presidente da Autoridade Pública Olímpica.
PARTÍCIPES: UNIÃO, por intermédio do Ministério do Esporte, ESTADO
DORIO DE JANEIRO e AUTORIDADE PÚBLICA OLÍMPICA.
OBJETO: estabelecer as diretrizes para a execução dos pro-
jetos e das obras de infraestrutura e instalações do Complexo Esportivo
de Deodoro e do Novo Autódromo, visando à realização dos
Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. DATA
DE ASSINATURA: 15/05/2012. VIGÊNCIA: 05 (cinco) anos, contados
da data da publicação, podendo ser prorrogado por acordo entre
os partícipes.ASSINAM: JOSÉ ALDO REBELO DE FIGUEIREDO -
Ministro de Estado do Esporte; SÉRGIO CABRAL - Governador do
Estado do Rio de Janeiro e MARCIO FORTES DE ALMEIDA -
Presidente da Autoridade Pública Olímpica.
Isto posto, algumas considerações:
- Cinco anos de prazo, quando provavelmente não teremos mais os signatários em seus postos.
- Assinaram o Ministro, o Governador e o Presidente da APO, e o Prefeito, porque a CBA ficou de fora?
- Quero ver se não tiverem construído ou terminado o autódromo até o fim do prazo, como é que o governo vai fazer quando já tiver acabado todos os eventos e provavelmente o país com uma dívida mostro pra rolar por conta das despesas.
Com isso temos mais um papel assinado, tal qual o outro, por pessoas que provavelmente não estarão em seus postos dentro do prazo coberto pelo documento, e que mesmo sendo esse prazo sendo prorrogrável não dá garantias em relação a manutenção da atividade esportiva automobilísitca.
Em algumas agencias de notícias foi publicado que caso a prefeitura carioca impeça o uso do autódromo, ela teria que "bancar" a ida dos pilotos, preparadores e seus equipamentos para outro autódromo, falam em BH, onde existe uma pequena pista particular, na qual, com muito sacrifício, os pilotos mineiros tentam manter seu automobilismo vivo.
Isso o que está acontecendo é a tentativa de se justificar o injustificável, no momento em que o país está vendo sua economia ruir em cima da irresponsabilidade financeira pública e privada, querer enfiar mais dinheiro em obras de necessidade duvidosa é uma completa sandice quando era pra estarem mudando todo o projeto para ter o menor impacto economico possível.
Mas como sempre digo, um passo de cada vez, até o final do ano teremos o projeto do novo autódromo pronto e as obras terão que ser iniciadas, aí será a hora de brigarmos pela manutenção da pista funcionando o máximo de tempo possível, e, principalmente, acompanhar de lupa essas obras para não deixarmos passar nenhuma brecha possível de fazerem uma precarização do serviço, deixando de instalar algum equipamento ou fazer alguma obra importante.
Não vou nem falar da conjunção política que envolve o prefeito e o governador, vou me ater apenas ao fato que a conciliadora da questão foi a Chefe da Casa Civil da Presidência, praticamente a porta ao lado do gabinete da Presidencia da República, logo, com esse "padrinho" (ou madrinha, como queiram), espero que dessa vez os signatários lembrem do que assinaram e cumpram o que está escrito.
De resto, a FAERJ não conseguiu data para aproveitar esse vazio do mês de maio, aproveitando que as tribos indígenas foram realocadas no terreno da antiga Clínica Juliano Moreira, as tropas do Exército começam a se acantonar no autódromo no inicio de junho e só saem em julho, até lá ficaremos na expectativa, e nesse caso, se nós não podemos entrar, muito menos a prefeitura, que terá que esperar, como nós, para iniciar alguma obra de "preparação do terreno" (como eles dizem).
Até mais ver, na pista, talvez, algum dia depois de julho.
5/21/2012
5/14/2012
O acordo definitivo
Quinta-feira passada, finalmente, parece que foi dado um fim à especulação sobre o futuro do automobilismo carioca. Depois de seis anos, uma proposta convincente partiu do governo federal no intuito de resolver o impasse de uma vez por todas.
CBA e governo firmam acordo para construção de autódromo em Deodoro
Nesta quinta-feira, o Governo Federal e a Confederação Brasileira de
Automobilismo (CBA) firmaram acordo para que o início das obras para
construção do Autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro, seja no mês de
janeiro de 2013.
A reunião em Brasília contou com a presença do presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, de Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Luiz Fernandes, secretário do Ministério do Esporte, e Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro.
A mais importante entidade do automobilismo do Brasil divulgou, em comunicado oficial, que a licitação para o início das obras sairá ainda em 2012.
Na nota, a Confederação Brasileira de Automobilismo diz que o "Governo do Estado do Rio de Janeiro, com recursos federais, estará à frente da construção do novo autódromo carioca, sendo que o Ministério do Esporte vai desenvolver os projetos e cronogramas de obras para a licitação que será entregue ainda este ano".
O circuito, que será localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, substituirá a pista de Jacarepaguá. A construção do Autódromo de Deodoro foi viabilizada por um acordo entre os governos federal e estadual, já que o local onde fica a pista de Jacarepaguá será utilizado nas Olimpíadas de 2016 para abrigar o Parque Olímpico.
No fundo, o que o Governo Federal fez foi dar as ordens aos seus subordinados, já que a prefeitura vinha procrastinando as suas tarefas. Primeiro com um "estudo de viabilidade econômica", depois com um "projeto de captação de recursos", e quando não tinham mais desculpas vieram com um veto dado pelo vice-prefeito para impedir a construção do autódromo no local que tinha sido determinado e que a CBA já tinha até encomendado um projeto conceitual da nova pista, tudo ia ser jogado fora porque depois de 3 anos assim decidiram, e tiveram três anos pra fazer isso.
Tudo conversa, o que estava por trás dessa história toda era a firme determinação de não fazer pista nenhuma, há uma obsessão contra o automobilismo carioca, e de quebra contra o brasileiro, na busca incessante por mais espaço na imprensa e no bolso das pessoas, um aficcionado por automobilismo gasta dinheiro, então os czares da mídia esportiva decidiram que, já que o Senna morrreu (há 18 anos), o automobilismo não precisa mais existir e que o dinheiro dessas pessoas que curtem e praticam automobilismo tem que apenas consumir alguma coisa que pode até estar ligada ao esporte, e que necessariamente não precisaria ser o automobilismo.
Mas voltando ao assunto da reunião de quinta-feira passada, o resultado foi bom, o governo federal tapou as lacunas que estavam servindo de entrave, determinou as propridades e prazos, e principamente, determinou linhas de conduta: a prefeitura não pode impedir o uso do autódromo, o projeto e cronograma da nova pista serão apresentados pelo Ministério do Esporte (aquele que ficou 4 anos se encontrando com a CBA para decidir sobre a nova pista e na troca de ministros descobriram que não havia nada realmente feito a respeito), e o dinheiro será dado pela União para ser executado pelo Governo do Estado.
Pode parecer muito, mas se as partes tivessem tido um mínimo de comprometimento sério não teríamos chegado ao ponto de pedir a intercessão da Ministra-Chefe da Casa Civil para resolver um problema que já era pra estar resolvido há pelo menos dois anos, bastava terem feito aquilo que lhes cabiam, mas preferiram tratar a CBA e o automobilismo brasileiro com o típico desdém de político com aquilo que não lhe traz lucro ou benefícios.
Foram 4 anos de idas e vindas infrutíferas, muita gente boa deixou de participar dos campeonatos por conta dessa indecisão. Agora mesmo, na última etapa do carioca, vários pilotos reclamavam que iam interromper as atividades por dois meses por conta da Rio+20 e que provavelmente quando esta acabasse o autódromo seria destruído.
Espero que agora, com a ida dos participantes para a colônia Juliano Moreira, liberando a pista agora para o mês de maio, pode ser até que a FAERJ consiga uma data dentro deste mês, depois o lugar será ocupado pelas tropas do exército, que farão do local uma base de comando para a segurança dos participantes do encontro.
O que eu espero daqui pra frente? Não sei, pode ser que a prefeitura honre esse acordo, pode ser que não, o prefeito governa conforme a vontade dele, através de decretos, ele faz e pronto, não precisa se preocupar com câmara de vereadores, nem com o judiciário, nada pode pará-los, porque estão surfando a marolinha dos grandes eventos, só que como toda a onda, ela morre na praia.
Quanto ao que nós, entusiastas e praticantes do automobilismo podemos fazer a partir desse momento? Nos desmobilizar?
Não.
Temos que ficar atentos, o que foi feito foi um ajuste, o que acontecer daqui pra frente terá que ser dentro do que foi acordado, nada de antecipar o fechamento do autódromo de Jacarepaguá, vamos esperar o projeto do novo autódromo, vamos cobrar transparência, queremos ver os projetos, as propostas, a licitação, afinal de contas é o governo federal que está usando o nosso dinheiro (erradamente na minha opinião), para construir esse autódromo para dar de graça o terreno da "Barra" para as construtoras. Por muito menos, se isso fosse na Europa, já estariam saindo às ruas pra protestar, aqui só se consegue juntar gente nas ruas se tiver um telão mostrando jogo de futebol e olhe lá, mas para as coisas realmente sérias ninguém se mobiliza, a Copa já está saindo a 28 bilhões de reais, e ainda faltam dois anos, nem quero pensar quanto irão custar esses Jogos, e pior, se a economia brasiliera irá sobreviver a eles.
Em um país sério, essa proposta absurda de demolir o autódromo seria rechaçada, se quisessem Parque Olímpico que combinassem com as construtoras, podiam pegar um terreno deles, construir os equipamentos e depois pôr abaixo sem nenhum problema, e de quebra as construtoras poderiam ganhar um troco recebendo pelo aluguel do espaço, isso seria muito mais justo do que essa confusão toda criada pela obsessão de se destruir o autódromo de Jacarepaguá a todo custo, passando por cima de qualquer critério lógico ou econômico.
Há uma clara má vontade da prefeitura em substituir o autódromo, a entrada da União nessa história é a tentativa de, mais uma vez, conseguirmos ter nosso espaço para a prática esportiva sem intereferência de interesses que não são os do esporte, se por um lado é ruim perdermos Jacarepaguá, por outro estaremos livres da ganância das construtoras e de quebra receberemos um autódromo novo, com outro traçado, mais recursos, mais modernos e quem sabe até com condições de receber eventos internacionais, e já tem gente reclamando que o autódromo do Rio não pode ser "muito bom", senão ele vai "roubar a F1 de São Paulo".
Ninguém rouba nada de ninguém, o que existe é competência e a falta dela, no momento a prefeitura de SP anuncia um pacote de obras que vai mais uma vez desfigurar (ou reconfigurar?) o autódromo de Interlagos, para manter o evento de F1 por mais alguns anos, estou só esperando os primeiros protestos da Câmara de Vereadores paulista reclamando que "não tem brasileiro ganhando na F1" e que estes gastos são desncessários porque eles já tem a "pista" do Anhembi e que a F-Indy tem "brasileiro ganhando", podem apostar.
E a vida segue meus amigos, e só acaba quando baixa bandeira, se isso fosse uma 24 horas de Le Mans, estaríamos agora a uma hora do amanhecer, a mais dura para os pilotos, que já pilotaram quase doze horas, boa parte delas com o sol do verão setentrional batendo de frente no rosto, provavelmente alguma chuva no final da tarde, alguns já ficaram pelo caminho, outros lutam com as falhas mecânicas poupando equipamento, mas todos olham para os primeiro sinais rubros do amanhecer no horizonte, contando as horas que faltam, lutando para estar entre os primeiros e conseguir a vitória suprema; cruzar a linha de chegada.
É com esse sentimento que sigo acompanhando os acontecimentos, já pelejamos muito, mas ainda há o que vir, e temos que estar preparados.
Nos vemos na pista.
CBA e governo firmam acordo para construção de autódromo em Deodoro
10 de maio de 2012 22h45
atualizado às 23h09
A reunião em Brasília contou com a presença do presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, de Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Luiz Fernandes, secretário do Ministério do Esporte, e Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro.
A mais importante entidade do automobilismo do Brasil divulgou, em comunicado oficial, que a licitação para o início das obras sairá ainda em 2012.
Na nota, a Confederação Brasileira de Automobilismo diz que o "Governo do Estado do Rio de Janeiro, com recursos federais, estará à frente da construção do novo autódromo carioca, sendo que o Ministério do Esporte vai desenvolver os projetos e cronogramas de obras para a licitação que será entregue ainda este ano".
O circuito, que será localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, substituirá a pista de Jacarepaguá. A construção do Autódromo de Deodoro foi viabilizada por um acordo entre os governos federal e estadual, já que o local onde fica a pista de Jacarepaguá será utilizado nas Olimpíadas de 2016 para abrigar o Parque Olímpico.
No fundo, o que o Governo Federal fez foi dar as ordens aos seus subordinados, já que a prefeitura vinha procrastinando as suas tarefas. Primeiro com um "estudo de viabilidade econômica", depois com um "projeto de captação de recursos", e quando não tinham mais desculpas vieram com um veto dado pelo vice-prefeito para impedir a construção do autódromo no local que tinha sido determinado e que a CBA já tinha até encomendado um projeto conceitual da nova pista, tudo ia ser jogado fora porque depois de 3 anos assim decidiram, e tiveram três anos pra fazer isso.
Tudo conversa, o que estava por trás dessa história toda era a firme determinação de não fazer pista nenhuma, há uma obsessão contra o automobilismo carioca, e de quebra contra o brasileiro, na busca incessante por mais espaço na imprensa e no bolso das pessoas, um aficcionado por automobilismo gasta dinheiro, então os czares da mídia esportiva decidiram que, já que o Senna morrreu (há 18 anos), o automobilismo não precisa mais existir e que o dinheiro dessas pessoas que curtem e praticam automobilismo tem que apenas consumir alguma coisa que pode até estar ligada ao esporte, e que necessariamente não precisaria ser o automobilismo.
Mas voltando ao assunto da reunião de quinta-feira passada, o resultado foi bom, o governo federal tapou as lacunas que estavam servindo de entrave, determinou as propridades e prazos, e principamente, determinou linhas de conduta: a prefeitura não pode impedir o uso do autódromo, o projeto e cronograma da nova pista serão apresentados pelo Ministério do Esporte (aquele que ficou 4 anos se encontrando com a CBA para decidir sobre a nova pista e na troca de ministros descobriram que não havia nada realmente feito a respeito), e o dinheiro será dado pela União para ser executado pelo Governo do Estado.
Pode parecer muito, mas se as partes tivessem tido um mínimo de comprometimento sério não teríamos chegado ao ponto de pedir a intercessão da Ministra-Chefe da Casa Civil para resolver um problema que já era pra estar resolvido há pelo menos dois anos, bastava terem feito aquilo que lhes cabiam, mas preferiram tratar a CBA e o automobilismo brasileiro com o típico desdém de político com aquilo que não lhe traz lucro ou benefícios.
Foram 4 anos de idas e vindas infrutíferas, muita gente boa deixou de participar dos campeonatos por conta dessa indecisão. Agora mesmo, na última etapa do carioca, vários pilotos reclamavam que iam interromper as atividades por dois meses por conta da Rio+20 e que provavelmente quando esta acabasse o autódromo seria destruído.
Espero que agora, com a ida dos participantes para a colônia Juliano Moreira, liberando a pista agora para o mês de maio, pode ser até que a FAERJ consiga uma data dentro deste mês, depois o lugar será ocupado pelas tropas do exército, que farão do local uma base de comando para a segurança dos participantes do encontro.
O que eu espero daqui pra frente? Não sei, pode ser que a prefeitura honre esse acordo, pode ser que não, o prefeito governa conforme a vontade dele, através de decretos, ele faz e pronto, não precisa se preocupar com câmara de vereadores, nem com o judiciário, nada pode pará-los, porque estão surfando a marolinha dos grandes eventos, só que como toda a onda, ela morre na praia.
Quanto ao que nós, entusiastas e praticantes do automobilismo podemos fazer a partir desse momento? Nos desmobilizar?
Não.
Temos que ficar atentos, o que foi feito foi um ajuste, o que acontecer daqui pra frente terá que ser dentro do que foi acordado, nada de antecipar o fechamento do autódromo de Jacarepaguá, vamos esperar o projeto do novo autódromo, vamos cobrar transparência, queremos ver os projetos, as propostas, a licitação, afinal de contas é o governo federal que está usando o nosso dinheiro (erradamente na minha opinião), para construir esse autódromo para dar de graça o terreno da "Barra" para as construtoras. Por muito menos, se isso fosse na Europa, já estariam saindo às ruas pra protestar, aqui só se consegue juntar gente nas ruas se tiver um telão mostrando jogo de futebol e olhe lá, mas para as coisas realmente sérias ninguém se mobiliza, a Copa já está saindo a 28 bilhões de reais, e ainda faltam dois anos, nem quero pensar quanto irão custar esses Jogos, e pior, se a economia brasiliera irá sobreviver a eles.
Em um país sério, essa proposta absurda de demolir o autódromo seria rechaçada, se quisessem Parque Olímpico que combinassem com as construtoras, podiam pegar um terreno deles, construir os equipamentos e depois pôr abaixo sem nenhum problema, e de quebra as construtoras poderiam ganhar um troco recebendo pelo aluguel do espaço, isso seria muito mais justo do que essa confusão toda criada pela obsessão de se destruir o autódromo de Jacarepaguá a todo custo, passando por cima de qualquer critério lógico ou econômico.
Há uma clara má vontade da prefeitura em substituir o autódromo, a entrada da União nessa história é a tentativa de, mais uma vez, conseguirmos ter nosso espaço para a prática esportiva sem intereferência de interesses que não são os do esporte, se por um lado é ruim perdermos Jacarepaguá, por outro estaremos livres da ganância das construtoras e de quebra receberemos um autódromo novo, com outro traçado, mais recursos, mais modernos e quem sabe até com condições de receber eventos internacionais, e já tem gente reclamando que o autódromo do Rio não pode ser "muito bom", senão ele vai "roubar a F1 de São Paulo".
Ninguém rouba nada de ninguém, o que existe é competência e a falta dela, no momento a prefeitura de SP anuncia um pacote de obras que vai mais uma vez desfigurar (ou reconfigurar?) o autódromo de Interlagos, para manter o evento de F1 por mais alguns anos, estou só esperando os primeiros protestos da Câmara de Vereadores paulista reclamando que "não tem brasileiro ganhando na F1" e que estes gastos são desncessários porque eles já tem a "pista" do Anhembi e que a F-Indy tem "brasileiro ganhando", podem apostar.
E a vida segue meus amigos, e só acaba quando baixa bandeira, se isso fosse uma 24 horas de Le Mans, estaríamos agora a uma hora do amanhecer, a mais dura para os pilotos, que já pilotaram quase doze horas, boa parte delas com o sol do verão setentrional batendo de frente no rosto, provavelmente alguma chuva no final da tarde, alguns já ficaram pelo caminho, outros lutam com as falhas mecânicas poupando equipamento, mas todos olham para os primeiro sinais rubros do amanhecer no horizonte, contando as horas que faltam, lutando para estar entre os primeiros e conseguir a vitória suprema; cruzar a linha de chegada.
É com esse sentimento que sigo acompanhando os acontecimentos, já pelejamos muito, mas ainda há o que vir, e temos que estar preparados.
Nos vemos na pista.
5/06/2012
E começam os protestos... de novo
Possível desativação de autódromo revolta pilotos da Stock no Rio
06 de maio de 2012 12h26
atualizado às 14h44
06 de maio de 2012 12h26
atualizado às 14h44
O decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro que permite o uso
do espaço do Autódromo Nelson Piquet para fins comerciais e possibilita
legalmente a desativação da pista para a construção do parque olímpico
dos Jogos de 2016 revoltou os pilotos da Stock Car. Sobretudo os
cariocas, que começaram a correr em Jacarepaguá.
Ao saberem da possibilidade, os pilotos dispararam contra os políticos pelo descaso com o automobilismo e se mostraram unânimes ao não acreditarem na construção de uma nova pista em Deodoro, cujas obras já deveriam ter começado em 2010.
"Não adianta falarem que tem um projeto em outro lugar, em Deodoro. Efetivamente, ninguém viu nada. Como piloto, nunca chegou na minha mão uma planta do autódromo ou a verba foi liberada. Outros estados como Paraná e Rio Grande do Sul têm até três autódromos", lembrou o piloto Cacá Bueno.
Já Duda Pamplona deu a entender que vê interesses além da esfera esportiva para a desativação de Jacarepaguá sem que um novo circuito esteja sendo construído:
"Comecei no kartódromo, o vi sendo destruído e jamais construíram um novo. É difícil acreditar que vão construir algo se não houver interesse político. Se o prefeito não gosta de automobilismo, não vai fazer. A sensação é de que ninguém vai fazer nada. Não creio que a gente vá correr no Rio em 2013", afirmou.
Apesar do decreto da Prefeitura, a etapa marcada para 15 de julho segue ativa, pois não há tempo até lá para que a licitação das obras seja concluída. A Confederação Brasileira de Automobilismo continua estudando formas de fazer prevalecer o acordo judicial que impede o fim de Jacarepaguá sem que um novo autódromo esteja pronto.
Cacá Bueno, que é tetracampeão da Stock Car e começou a carreira em Jacarepaguá, desabafou. "O Rio não pode ficar sem automobilismo. É uma vergonha. Sinto tristeza porque fui criado ali, toda a minha carreira foi ali. Sou uma pessoa conhecida no automobilismo porque fui cria daquele terreno. Não é correto destruir nenhuma praça esportiva em detrimento de outra. Imaginem se a gente destruir o Maracanã para fazer um autódromo ou um velódromo ali? Se há necessidade de fazer algo ali, há uma necessidade gritante de se fazer um novo autódromo em outro lugar. O estado não pode ficar sem automobilismo, pelo retorno que dá em trabalhos temporários e permanentes, turismo, divulgação da cidade. O Rio é o cartão postal do Brasil e precisa de um autódromo", disse.
Ao saberem da possibilidade, os pilotos dispararam contra os políticos pelo descaso com o automobilismo e se mostraram unânimes ao não acreditarem na construção de uma nova pista em Deodoro, cujas obras já deveriam ter começado em 2010.
"Não adianta falarem que tem um projeto em outro lugar, em Deodoro. Efetivamente, ninguém viu nada. Como piloto, nunca chegou na minha mão uma planta do autódromo ou a verba foi liberada. Outros estados como Paraná e Rio Grande do Sul têm até três autódromos", lembrou o piloto Cacá Bueno.
Já Duda Pamplona deu a entender que vê interesses além da esfera esportiva para a desativação de Jacarepaguá sem que um novo circuito esteja sendo construído:
"Comecei no kartódromo, o vi sendo destruído e jamais construíram um novo. É difícil acreditar que vão construir algo se não houver interesse político. Se o prefeito não gosta de automobilismo, não vai fazer. A sensação é de que ninguém vai fazer nada. Não creio que a gente vá correr no Rio em 2013", afirmou.
Apesar do decreto da Prefeitura, a etapa marcada para 15 de julho segue ativa, pois não há tempo até lá para que a licitação das obras seja concluída. A Confederação Brasileira de Automobilismo continua estudando formas de fazer prevalecer o acordo judicial que impede o fim de Jacarepaguá sem que um novo autódromo esteja pronto.
Cacá Bueno, que é tetracampeão da Stock Car e começou a carreira em Jacarepaguá, desabafou. "O Rio não pode ficar sem automobilismo. É uma vergonha. Sinto tristeza porque fui criado ali, toda a minha carreira foi ali. Sou uma pessoa conhecida no automobilismo porque fui cria daquele terreno. Não é correto destruir nenhuma praça esportiva em detrimento de outra. Imaginem se a gente destruir o Maracanã para fazer um autódromo ou um velódromo ali? Se há necessidade de fazer algo ali, há uma necessidade gritante de se fazer um novo autódromo em outro lugar. O estado não pode ficar sem automobilismo, pelo retorno que dá em trabalhos temporários e permanentes, turismo, divulgação da cidade. O Rio é o cartão postal do Brasil e precisa de um autódromo", disse.
A situação é a seguinte: toda vez que anunciam o "fim do autódromo", vários pilotos são procurados pela imprensa dita especializada para falar sobre o assunto, principalmente pilotos cariocas como Cacá e Duda Pamplona, eles falam, reclamam e coisa e tal e tudo pára por aí. Por quê?
Porque eles são "funcionários " da Globo, que controla a Stock e tem muito interesse que os Jogos aconteçam, não por terem a possibilidade de transmitir o evento, o que eu duvido, porque a Record já tem tudo assinado para continuar com as transmissões dos eventos pelos próximos anos, mas com a possibilidade de lucros paralelos, a transmissão por TV a cabo, e muitas outras coisas.
Não interessa a ela concorrer com a Record, porque o COI exige exclusividade e espaço pra seu evento e ela não abre mão dos horários de sua programação pra nada, basta ver que o futebol é regido pelo horário de suas novelas e a própria Stock larga as corridas no horário esdrúxulo de 10 da manhã, quando no mundo inteiro o evento principal de um final de semana larga no final da programação do dia, basta ver o horário do GP Brasil de F1, duas da tarde, como deve ser, mas se colocarem as corridas da Stock nesse horário, vai competir com Deus Futebol e não pode, porque não dá dinheiro e coisa e tal.
Ontem me perguntaram como foi que a F1 deixou o Rio de Janeiro para ir parar em São Paulo, coisa que muita gente atribui a decadência do nosso autódromo morimbundo. Eu não respondi corretamente, mas um amigo, que costuma publicar seus comentários aqui no blog, foi contundente: foi burrice de político, foram bater na porta da FOM pedindo uma fortuna para época, dois milhões de dólares, para a candidatura de um zé mané qualquer a um cargo eletivo, sei lá se era governador ou deputado, e isso acabou precipitando a ida do evento para São Paulo para não mais sair de lá.
O Rio tem a má fama de atrair políticos gananciosos e burros, a saída da F1 deu um baque nas finanças da cidade que pouca gente tomou conhecimento, mas a rede hoteleira, que lucrava horrores com o público da F1 que gastava bem mais que o turista que vinha pro carnaval, ficou fula, mas não podia se falar nada, pois na nossa pseudo-democracia não se pode protestar contra os mal-feitos dos governantes. Basta ver agora as repercussões do caso Cachoeira, só estão faltando mandar prender quem revelar as ligações espúrias do governador com o empresário-construtor-amigo-de-bicheiro.
Bom, mas como estava dizendo, esses protestos débeis feitos nos sites de notícias pouco ou nada vão alterar a situação, há um cronograma sendo executado, mas ainda há tempo para mudarmos alguma coisa, e para isso é necessário mais ação que palavras.
Todos lembram do twittaço que fizemos logo depois da F-Truck e que acertou em cheio o prefeito e sua gangue no dia da reunião com a CBA, o que deveria ser a comunicação de uma ordem de despejo se transformou em uma negociação tensa que perdura até hoje, e o seu último ato foi um decerto mudando a destinação do terreno do autódromo de uso esportivo para habitacional/comercial.
Em 2005/2006, o ex-prefeito Maia mudou a designação da região do autódromo, gabarito de prédio e destinação da área de residencial para comercial, para facilitar a implementação do projeto da RSP, esse projeto previa a destruição das arquibancadas e a construção de prédios comerciais ao longo da Abelardo Bueno onde hoje fica o estacionamento do autódromo.
Mas não mexeu dentro do terreno e sua destinação. Para fazer as obras, ele precisou de uma autorização da então governadora Rosinha Matheus para proceder a construção da Arena e do Parque Aquático, o Velódromo não afetou a instalação existente, foi praticamente um remendo em um pedaço sem uso da entrada do autódromo, não afetando o que estava construído.
A pergunta é: por que ele não emitiu esse decreto que o atual prefeito fez? Porque ele sabia que não podia, porque o terreno não pertence e nem nunca pertenceu ao município, sempre foi do estado, do Rio Previdência, e até que provem o contrário, me mostrando a página do Diario Oficial do Estado onde esteja escrito com todas as letras que o terreno foi repassado à prefeitura e que o Rio-Previdência está de acordo em perder seu lastro financeiro, com o qual ele garante o pagamento de todas as aposentadorias do estado, vou continuar acreditando que isso tudo é um processo de grilagem de terras em favor das construtoras, que há anos vêm destruindo a Barra da Tijuca com seus espigões e condomínios de luxo.
Para terminar, uma sugestão para o Sr. Gilberti Felli, do COI, que está chegando dia 14 pra saber qual o resultado dessa barafunda: já que a Sra Gleisi Hofmann irá receber os representantes da CBA e do consórcio no dia 10,dê uma olhada no espaço em frente do autódromo, no lado de fora, junto às arquibancadas: um amplo estacionamento, os pavilhões cabem perfeitamente ali, ao longo da avenida, sem derrubar um tijolo, nem arquibancada nem nada (se derrubar, é favor que depois reconstruam umas novas com técnicas modernas de concreto pré-moldado, como fizeram o Engenhão), seria uma solução inteligente, de baixo custo (se é que interessa aos envolvidos). Resolveria o problema de todo mundo, não destruiria o autódromo, não mexeria na Vila Autódromo, e principalmente, estaria de bom tamanho para os quinze dias de farra com nosso dinheiro que o COI tanto preza em fazer atropelando as leis e direitos dos países por onde passa.
E quanto aos pilotos: já que os senhores tanto querem protestar e reconheço que vocês estão certos, então vamos fazer a coisa direito: publiquem em seus perfis nas redes sociais a hashtag #ORionãopodeficarsemautódromo, com o link deste blog, ou de outros se preferirem, ou ainda, escrevam emails para a Sra Gleisi, e publiquem nas suas timelines e divulguem entre seus fãs clubes, peçam para que eles mandem para o twitter a hashtag para estes links:
Gleisi Hofmann - Ministra-Chefe da Casa Civil : @gleisi
Aldo Rebelo - Ministro dos esportes : @aldorebelo
Aldo Rebelo - Ministro dos esportes : @aldorebelo
Não precisam mandar para o Cabral ou o Paes porque eles não respondem mais por nada, em breve talvez nem estejam mais à frente de seus cargos, logo, temos que nos dirigir a quem de fato tem o poder de decisão nessa história.
É a hora de fazermos a coisa certa ou nos conformamos de não termos tido a atitude no momento que ela foi necessária, já se foram os tempos de manifestações nas ruas, é chamar para o confronto as forças da ordem pública para no dia seguinte sermos chamados de baderneiros e selvagens, temos que mostrar nossos argumentos e nossa coêrencia e a internet é a nossa principal arma, vamos à luta.
#ORionaopodeficarsemautódromo
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Ministério dos Esportes,
novo autodromo
5/05/2012
O desespero rompe acordos
Como a CPI do Cachoeira se aproxima perigosamente da prefeitura carioca - já identificaram um dos sercretários da prefeitura tomando Champanhe com o Cavendish em Paris ao lado do Governador - o prefeito resolveu pôr a manguinha de fora e tirar da gaveta um decreto feito sob medida para oficializar de vez a especulação imobiliária sobre o terreno do autódromo, conforme a notícia abaixo:
No decreto n 35.551, publicado na última sexta-feira no Diário Oficial, a prefeitura do Rio promove, juridicamente, a desafetação do autódromo. Isso significa que, a partir desse momento, o terreno do Nelson Piquet pode ser usado para, por exemplo, empreendimentos imobiliários.
A ação da prefeitura ocorre dois dias após Paes ter informado à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) de que gostaria de fechar Jacarepaguá em agosto. Com isso, o Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 começaria a ser erguido.
De acordo com o diretor Jurídico da CBA, Felipe Zeraik, a manobra da prefeitura era esperada. Principalmente, porque, após a licitação realizada para a construção do Parque Olímpico, esse ato jurídico era necessário para as instalações saírem do papel.
– O que preciso saber é se ele podia fazer isso via decreto ou se era necessário ter uma lei. Vou averiguar e, caso esteja errado, entro com um mandado de segurança – destacou Zeraik.
O diretor Jurídico da CBA voltou a afirmar que a entidade não abre mão de ter o novo autódromo do Rio, previsto para Deodoro, pronto antes do fechamento de Jacarepaguá. E essa foi a postura adotada na reunião com a prefeitura carioca na quarta-feira.
Para fazer valer a sua vontade, a CBA tem em mãos um Termo de Ajustamento de Conduta que garante a construção de um novo autódromo, caso o de Jacarepaguá fosse demolido para a criação do Parque Olímpico Rio-2016.
E!
E parece até que o Comitê Olímpico Internacional (COI) adivinhou que os problemas em relação ao Autódromo Internacional Nelson Piquet/Parque Olímpico, em Jacarepaguá, se acentuaram. O diretor executivo do COI e da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Gilbert Felli, desembarca na cidade no dia 14.
Felli vem para acompanhar as reuniões da Venue and Infrastructure Construction Review (VICR). Esses encontros são feito somente por técnicos e sempre ocorrem uns 15 dias antes de o próprio Felli e a presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos Rio-2016, Nawal El Moutawakel, chegarem ao país para os chamdos encontros do Project Review.
Desta vez, Felli contrariou o protocolo e acompanhará as reuniões do VICR. Oficialmente, o dirigente virá justamente para ver, pela primeira vez, o projeto executivo do Parque Olímpico do Rio, a ser construído no Autódromo Internacional Nelson Piquet.
O projeto executivo do Parque Olímpico foi concluído e Felli virá para dar seu aval ou fazer mais exigências. Esse documento é aquele que especifica onde cada instalação ficará, seu tamanho, enfim, como tudo será realmente construído.
O VICR vai servir de preparação para a visita de toda a Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio-2016, que estará na capital fluminense entre os dias 4 e 6 de junho.
Resta saber se a prefeitura, o governo do estado e o governo federal vão chegar a um consenso sobre as construções no autódromo e, se não conseguir, como vão explicar a briga a Felli.
Ou será que eles acham que o COI não vai querer saber quando começarão as obras do Parque Olímpico, agora que seu projeto executivo foi finalizado? Xiiiiii!!!
Vejam bem, o Comitê não quer mais problemas com a organização dos Jogos, esse terreno já está sendo alvo de observadores de direitos humanos da ONU, que já interpelaram o presidente do COB a respeito das remoções irregulares. O que o prefeito tenta fazer desesperadamente é conseguir entregar esse terreno para as construtoras o mais rapidamente possível para dar início ao cronograma do Parque, mas como por trás desse projeto existe um forte vínculo de especulação imobiliária, que não se trata de "melhoria de áreas degradas", como prega o COI, o próprio Comitê pode decidir que o projeto seja modificado, ou seja, diminuído para não fazer remoções e manter o autódromo, ou então mandar procurarem outro lugar para a construção do Parque, onde ele não encontre resistências vindas de tantos lados.
O prefeito está muito preocupado com sua campanha política. Em 2007, ele recebeu a campanha pronta e paga do Governador Cabral, e um dos principais patrocinadores eram as construtoras, resta saber se, com a CPI acumulando cada vez mais provas contra o Governador, e, por osmose, contra o
Prefeito, alguma construtora vai apostar no candidato atualmente no poder, se até mesmo o Governo Federal, receoso de não ter recursos para bancar as obras para os grandes eventos, está tungando a poupança dos brasileiros, ou seja, está faltando grana, e a que tem, ninguém vai colocar em furada, logo...
A Minstra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hofmann será o fiel da balança nessa decisão, o Governo Federal criou o problema e agora terá que resolver, nem que seja cancelando essa obra absurda e cara e remetendo-a para outro local mais palatável em termos de custos e também de não intervir na vida das pessoas.
Está claro que o prefeito de uma hora pra outra, premido pela situação política cada vez mais desfavorável a sua reeleição, está tentando garantir algum legado político para si mantendo o projeto do Parque em Jacarepaguá, passando por cima do acordo da CBA e do direito adquirido dos moradores da Vila Autódromo, se o Governo Federal entender que o preço político dessa obsessão vai ser alto demais, poderá vetar o projeto, e o COI terá que dizer amém ou então pegar suas trouxas e mudar o endereço da próxima edição do evento.
Os ventos mudaram, os pessimistas reclamam, os otimistas dizem que o vento vai melhorar, e os práticos arrumam as velas e navegam, naveguemos então...
Fim do Autódromo do Rio de Janeiro está mais próximo
Prefeitura do Rio publica decreto e elimina último entrave jurídico para a derrubada do Autódromo Internacional Nelson Piquet
Michel Castellar
Publicada em 05/05/2012 às 07:30
Rio de Janeiro (RJ)
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, eliminou o último entrave
jurídico para o fechamento e derrubada do Autódromo Internacional Nelson
Piquet, em Jacarepaguá, ao assinar um decreto que permite o uso da área
para fins comerciais. Até a última sexta, o terreno de um milhão e
duzentos mil metros quadrados só poderia ser utilizado para abrigar um
circuito.Publicada em 05/05/2012 às 07:30
Rio de Janeiro (RJ)
No decreto n 35.551, publicado na última sexta-feira no Diário Oficial, a prefeitura do Rio promove, juridicamente, a desafetação do autódromo. Isso significa que, a partir desse momento, o terreno do Nelson Piquet pode ser usado para, por exemplo, empreendimentos imobiliários.
A ação da prefeitura ocorre dois dias após Paes ter informado à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) de que gostaria de fechar Jacarepaguá em agosto. Com isso, o Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 começaria a ser erguido.
De acordo com o diretor Jurídico da CBA, Felipe Zeraik, a manobra da prefeitura era esperada. Principalmente, porque, após a licitação realizada para a construção do Parque Olímpico, esse ato jurídico era necessário para as instalações saírem do papel.
– O que preciso saber é se ele podia fazer isso via decreto ou se era necessário ter uma lei. Vou averiguar e, caso esteja errado, entro com um mandado de segurança – destacou Zeraik.
O diretor Jurídico da CBA voltou a afirmar que a entidade não abre mão de ter o novo autódromo do Rio, previsto para Deodoro, pronto antes do fechamento de Jacarepaguá. E essa foi a postura adotada na reunião com a prefeitura carioca na quarta-feira.
Para fazer valer a sua vontade, a CBA tem em mãos um Termo de Ajustamento de Conduta que garante a construção de um novo autódromo, caso o de Jacarepaguá fosse demolido para a criação do Parque Olímpico Rio-2016.
E!
Isso é o resultado da última reunião quando a Prefeitura querendo romper o acordo encontrou uma forte resistência da CBA, aliás, não poderia ser diferente, não somos palhaços, estamos esperando desde 2007 a solução desse problema provocado pela prefeitura, nunca pedimos nada além do espaço para a prática do nosso esporte, e agora a prefeitura vir querer passar por cima do acordo só tem uma justificativa: medo. Leiam abaixo:
Autódromo: prefeitura tenta desfazer acordo
por Michel Castellar em 02.mai.2012 às 23:44h
Ao cair da tarde desta quarta-feira, a prefeitura do Rio apresentou
para a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) a sua proposta
para o fechamento do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em
Jacarepaguá: AGOSTO.
E nem preciso dizer que a CBA a rejeitou.
A proposta foi apresentada pelo consórcio responsável pela construção do Parque Olímpico (Odebrecht, Carvalho Hosken e Andrade Gutierrez) em reunião com o prefeito carioca Eduardo Paes, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, e o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.
Paes ratificou a proposta do consórcio sob o argumento de que é preciso começar a construção do Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016. Ante a recusa da CBA, o mês de outubro foi cogitado para o fechamento. Proposta também rechaçada pela entidade automobilística.
Como dizem os gaúchos, após muito bater de boca na cerca, as partes resolveram levar o filho feio para seus pais: o governo federal.
No dia 10, todos serão recebidos pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Afinal, a obrigação de construir o novo autódromo do Rio, em Deodoro, é do governo federal. Vale lembrar que quem executará o projeto é o governo do estado.
Construir um novo autódromo para o Rio foi uma obrigação assumida pela prefeitura e o governo federal, na Justiça, para que o Autódromo Internacional Nelson Piquet possa ser destruído e o Parque Olímpico ser erguido em seu lugar.
Só não entendi o porquê de a reunião, na sede administrativa da prefeitura, no Centro, não constar da agenda pública de Paes. Como a prefeitura não quis se manifestar sobre o encontro, não pude sanar a minha dúvida…
E nem preciso dizer que a CBA a rejeitou.
A proposta foi apresentada pelo consórcio responsável pela construção do Parque Olímpico (Odebrecht, Carvalho Hosken e Andrade Gutierrez) em reunião com o prefeito carioca Eduardo Paes, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, e o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.
Paes ratificou a proposta do consórcio sob o argumento de que é preciso começar a construção do Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016. Ante a recusa da CBA, o mês de outubro foi cogitado para o fechamento. Proposta também rechaçada pela entidade automobilística.
Como dizem os gaúchos, após muito bater de boca na cerca, as partes resolveram levar o filho feio para seus pais: o governo federal.
No dia 10, todos serão recebidos pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Afinal, a obrigação de construir o novo autódromo do Rio, em Deodoro, é do governo federal. Vale lembrar que quem executará o projeto é o governo do estado.
Construir um novo autódromo para o Rio foi uma obrigação assumida pela prefeitura e o governo federal, na Justiça, para que o Autódromo Internacional Nelson Piquet possa ser destruído e o Parque Olímpico ser erguido em seu lugar.
Só não entendi o porquê de a reunião, na sede administrativa da prefeitura, no Centro, não constar da agenda pública de Paes. Como a prefeitura não quis se manifestar sobre o encontro, não pude sanar a minha dúvida…
E por conta disso o COI está vindo, e não é como amigo:
COI vem ao Rio para pôr ordem na casa
por Michel Castellar em 04.mai.2012 às 0:25hE parece até que o Comitê Olímpico Internacional (COI) adivinhou que os problemas em relação ao Autódromo Internacional Nelson Piquet/Parque Olímpico, em Jacarepaguá, se acentuaram. O diretor executivo do COI e da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Gilbert Felli, desembarca na cidade no dia 14.
Felli vem para acompanhar as reuniões da Venue and Infrastructure Construction Review (VICR). Esses encontros são feito somente por técnicos e sempre ocorrem uns 15 dias antes de o próprio Felli e a presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos Rio-2016, Nawal El Moutawakel, chegarem ao país para os chamdos encontros do Project Review.
Desta vez, Felli contrariou o protocolo e acompanhará as reuniões do VICR. Oficialmente, o dirigente virá justamente para ver, pela primeira vez, o projeto executivo do Parque Olímpico do Rio, a ser construído no Autódromo Internacional Nelson Piquet.
O projeto executivo do Parque Olímpico foi concluído e Felli virá para dar seu aval ou fazer mais exigências. Esse documento é aquele que especifica onde cada instalação ficará, seu tamanho, enfim, como tudo será realmente construído.
O VICR vai servir de preparação para a visita de toda a Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio-2016, que estará na capital fluminense entre os dias 4 e 6 de junho.
Resta saber se a prefeitura, o governo do estado e o governo federal vão chegar a um consenso sobre as construções no autódromo e, se não conseguir, como vão explicar a briga a Felli.
Ou será que eles acham que o COI não vai querer saber quando começarão as obras do Parque Olímpico, agora que seu projeto executivo foi finalizado? Xiiiiii!!!
Vejam bem, o Comitê não quer mais problemas com a organização dos Jogos, esse terreno já está sendo alvo de observadores de direitos humanos da ONU, que já interpelaram o presidente do COB a respeito das remoções irregulares. O que o prefeito tenta fazer desesperadamente é conseguir entregar esse terreno para as construtoras o mais rapidamente possível para dar início ao cronograma do Parque, mas como por trás desse projeto existe um forte vínculo de especulação imobiliária, que não se trata de "melhoria de áreas degradas", como prega o COI, o próprio Comitê pode decidir que o projeto seja modificado, ou seja, diminuído para não fazer remoções e manter o autódromo, ou então mandar procurarem outro lugar para a construção do Parque, onde ele não encontre resistências vindas de tantos lados.
O prefeito está muito preocupado com sua campanha política. Em 2007, ele recebeu a campanha pronta e paga do Governador Cabral, e um dos principais patrocinadores eram as construtoras, resta saber se, com a CPI acumulando cada vez mais provas contra o Governador, e, por osmose, contra o
Prefeito, alguma construtora vai apostar no candidato atualmente no poder, se até mesmo o Governo Federal, receoso de não ter recursos para bancar as obras para os grandes eventos, está tungando a poupança dos brasileiros, ou seja, está faltando grana, e a que tem, ninguém vai colocar em furada, logo...
A Minstra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hofmann será o fiel da balança nessa decisão, o Governo Federal criou o problema e agora terá que resolver, nem que seja cancelando essa obra absurda e cara e remetendo-a para outro local mais palatável em termos de custos e também de não intervir na vida das pessoas.
Está claro que o prefeito de uma hora pra outra, premido pela situação política cada vez mais desfavorável a sua reeleição, está tentando garantir algum legado político para si mantendo o projeto do Parque em Jacarepaguá, passando por cima do acordo da CBA e do direito adquirido dos moradores da Vila Autódromo, se o Governo Federal entender que o preço político dessa obsessão vai ser alto demais, poderá vetar o projeto, e o COI terá que dizer amém ou então pegar suas trouxas e mudar o endereço da próxima edição do evento.
Os ventos mudaram, os pessimistas reclamam, os otimistas dizem que o vento vai melhorar, e os práticos arrumam as velas e navegam, naveguemos então...
4/29/2012
No grito, só Dom Pedro
"Só entrego o autódromo de Jacarepaguá para eles construírem o Parque
Olímpico dos Jogos Rio-2016 quando o de Deodoro estiver pronto –
salientou o presidente da CBA, que está resguardado por um acordo
judicial para fazer tal afirmação."
http://www.crossbrasil.com.br/2012042919078/F1/paulo-coelho-e-celso-vianna-vencem-no-estadual-de-marcas-do-rio.html
E pra fechar o post, ainda ecos da F-Truck com o pessoal entrevistando a Débora Rodrigues no "Curva do "S", a pilota desce o sarrafo no escandalo da destruição de Jacarepaguá.
http://www.youtube.com/watch?v=p45P5rrHwtY&feature=youtube_gdatahttp://www.youtube.com/watch?v=p45P5rrHwtY&feature=youtube_gdata
Rio sem espaço para corridas
Novo circuito em Deodoro não deverá ficar pronto antes de demolição do autódromo
RIO - O Rio ficará temporariamente sem autódromo durante a preparação
da cidade para os Jogos Olímpicos Rio-2016. O secretário de estado da
Casa Civil, Régis Fitchner, e o prefeito Eduardo Paes admitiram nesta
quarta-feira que o novo autódromo de Deodoro não deverá ficar pronto
antes da demolição do antigo Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá.
Segundo Fitchner e Paes, aguardar a nova pista poderia comprometer o
cronograma do parque olímpico.
Estado e prefeitura não especificaram quanto tempo o Rio ficará sem espaço para as provas de automobilismo. Um cronograma de obras do novo autódromo será apresentado à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) na semana que vem. Um acordo judicial, assinado pela prefeitura antes dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e renovado durante a candidatura às Olimpíadas, prevê que o Autódromo Nelson Piquet só seja desativado quando houver uma alternativa na cidade.
— Os prazos serão discutidos com a CBA, mas não tem muito como fugir. Não dá tempo de um ficar pronto para desocupar o outro. É uma impossibilidade. O governo federal ainda está finalizando o projeto do novo autódromo, que foi prometido para junho — explicou Fitchner.
Já Paes disse que o calendário de corridas será respeitado “até onde der":
— Provavelmente teremos um período de tempo em que o novo autódromo poderá não estar pronto. Estamos compatibilizando prazos. Mas há que se ter compreensão com os compromissos olímpicos.
O diretor jurídico da CBA, Felipe Zeraik, afirmou que a entidade poderá recorrer à Justiça para garantir o acordo. Mas segundo ele, a CBA não irá se opor caso o cronograma de obras coincida com o recesso das provas, que acontece de novembro a fevereiro:
— O acordo está escrito e vai ser cumprido. Disso depende a sobrevivência da categoria. Mas não vamos criar caso se as obras ficarem prontas antes do próximo calendário de provas.
As obras do parque olímpico começam em junho, com a implantação de infraestrutura em parte do autódromo e nos terrenos da Vila dos Atletas e da área comprada pela prefeitura na Estrada dos Bandeirantes, para reassentar as famílias da Vila Autódromo.
Segundo a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, a recomendação é que as intervenções não interfiram diretamente na área usada pelo automobilismo. Mas o planejamento das obras, publicado em março no Diário Oficial do município, demonstra que 80% das demolições no antigo autódromo teriam que ser feitas ainda em 2012.
— As obras têm um cronograma que não dá muita margem para atrasos.
Esta notícia mostra o tamanho do golpe que está em andamento, o prefeito não quer cumprir o acordo, não quer obedecer o parecer do conselho de meio-ambiente, em suma, quer fazer o que bem entender quando lhe der vontade. Agora ele diz que a obra tem cronograma, mas antes ficou 3 anos enrolando sem definir prazos nem locais, ao que parece estamos assistindo um desacato à autoridade do judiciário que determinou que a desativação do autódromo de Jacarepaguá só poderia ocorrer mediante a entrega de um novo autódromo funcionando.
Pelo visto não querem entregar nada, pior, querem fingir que vão começar a obra e depois largarem no meio do caminho. Mas, principalmente, quem tem que tomar a frente dessa história é o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, ele tem que tomar a frente dessa briga por que é ele que representa a categoria de pilotos, e tem respaldo deles, pelas últimas declarações dadas por todos os que souberam que o acordo poderia ser rompido.
Uma posição enérgica da Confederação, se preciso indo aos tribunais, exigindo um mandado suspensivo, ou de segurança, como for, para garantir o direito do automobilismo carioca de ter sua praça de esportes preservada, senão teremos a certeza que a CBA não serve para nada, apenas para cobrar carteirinhas e homologar categorias, mas que na hora de defender os interesses do automobilismo prefere baixar a cabeça.
O
prefeito não tem nada a oferecer e muito menos a exigir, quem tem que
construir o novo autódromo é o governo do estado por determinação do
governo federal, e que está de mãos atadas depois de relevarem o
escândalo das relações promíscuas do governador com o dono da
construtora Delta. E a coisa pode piorar, pois esta mesma construtora
tem negócios com a prefeitura. Sabe-se lá o que pode estar por trás das
assinaturas desses contratos, já que Cabral e Paes, tão amigos, viajaram juntos
tantas vezes, talvez a soldo de empreiteiros e empresários, talvez a
trabalho, mas de qualquer forma, não vejo idoneidade em nenhum dos dois
para continuar seus trabalhos à frente de cargos executivos de tamanha
importância.
As notícias de hoje em Jacarepaguá no site do Cross Brasil, amanhã faço um post só com fotos e filmagens do domingo na pista.Estado e prefeitura não especificaram quanto tempo o Rio ficará sem espaço para as provas de automobilismo. Um cronograma de obras do novo autódromo será apresentado à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) na semana que vem. Um acordo judicial, assinado pela prefeitura antes dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e renovado durante a candidatura às Olimpíadas, prevê que o Autódromo Nelson Piquet só seja desativado quando houver uma alternativa na cidade.
— Os prazos serão discutidos com a CBA, mas não tem muito como fugir. Não dá tempo de um ficar pronto para desocupar o outro. É uma impossibilidade. O governo federal ainda está finalizando o projeto do novo autódromo, que foi prometido para junho — explicou Fitchner.
Já Paes disse que o calendário de corridas será respeitado “até onde der":
— Provavelmente teremos um período de tempo em que o novo autódromo poderá não estar pronto. Estamos compatibilizando prazos. Mas há que se ter compreensão com os compromissos olímpicos.
O diretor jurídico da CBA, Felipe Zeraik, afirmou que a entidade poderá recorrer à Justiça para garantir o acordo. Mas segundo ele, a CBA não irá se opor caso o cronograma de obras coincida com o recesso das provas, que acontece de novembro a fevereiro:
— O acordo está escrito e vai ser cumprido. Disso depende a sobrevivência da categoria. Mas não vamos criar caso se as obras ficarem prontas antes do próximo calendário de provas.
As obras do parque olímpico começam em junho, com a implantação de infraestrutura em parte do autódromo e nos terrenos da Vila dos Atletas e da área comprada pela prefeitura na Estrada dos Bandeirantes, para reassentar as famílias da Vila Autódromo.
Segundo a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, a recomendação é que as intervenções não interfiram diretamente na área usada pelo automobilismo. Mas o planejamento das obras, publicado em março no Diário Oficial do município, demonstra que 80% das demolições no antigo autódromo teriam que ser feitas ainda em 2012.
— As obras têm um cronograma que não dá muita margem para atrasos.
Esta notícia mostra o tamanho do golpe que está em andamento, o prefeito não quer cumprir o acordo, não quer obedecer o parecer do conselho de meio-ambiente, em suma, quer fazer o que bem entender quando lhe der vontade. Agora ele diz que a obra tem cronograma, mas antes ficou 3 anos enrolando sem definir prazos nem locais, ao que parece estamos assistindo um desacato à autoridade do judiciário que determinou que a desativação do autódromo de Jacarepaguá só poderia ocorrer mediante a entrega de um novo autódromo funcionando.
Pelo visto não querem entregar nada, pior, querem fingir que vão começar a obra e depois largarem no meio do caminho. Mas, principalmente, quem tem que tomar a frente dessa história é o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, ele tem que tomar a frente dessa briga por que é ele que representa a categoria de pilotos, e tem respaldo deles, pelas últimas declarações dadas por todos os que souberam que o acordo poderia ser rompido.
Uma posição enérgica da Confederação, se preciso indo aos tribunais, exigindo um mandado suspensivo, ou de segurança, como for, para garantir o direito do automobilismo carioca de ter sua praça de esportes preservada, senão teremos a certeza que a CBA não serve para nada, apenas para cobrar carteirinhas e homologar categorias, mas que na hora de defender os interesses do automobilismo prefere baixar a cabeça.
http://www.crossbrasil.com.br/2012042919078/F1/paulo-coelho-e-celso-vianna-vencem-no-estadual-de-marcas-do-rio.html
E pra fechar o post, ainda ecos da F-Truck com o pessoal entrevistando a Débora Rodrigues no "Curva do "S", a pilota desce o sarrafo no escandalo da destruição de Jacarepaguá.
http://www.youtube.com/watch?v=p45P5rrHwtY&feature=youtube_gdatahttp://www.youtube.com/watch?v=p45P5rrHwtY&feature=youtube_gdata
4/26/2012
3ª Etapa do Carioca Marcas e Pilotos
Marcas e Pilotos :
SÁBADO - 28/04/12
Das 08:00 às 12:00 hs. - Treino Livre
Das 08:00 às 12:00 hs. - Pesagem de pilotos e verificação de indumentárias
Das 08:00 às 12:00 hs. - Lacração de pneus / vistoria de segurança
As 12:10 hs. - Briefing
Das 12:50 às 13:00 hs - Treino Classificatório
OBS: APÓS O TREINO CLASSIFICATÓRIO, OS PNEUS FICARÃO EM PODER DOS COMISSÁRIOS TÉCNICOS.
Até as 14:30 hs. - Entrega dos pneus nos box da vistoria técnica
DOMINGO - 29/04/12
Das 08:00 às 08:15 hs. - Warm-up
Das 08:25 às 09:45 hs. - Treino Livre Força Livre
As 09:55 hs. - Abertura da saída de box
As 10:05 hs. - Fechamento da saída de box
As 10:10 hs. - Placa de 5 minutos
As 10:15 hs. - Largada da 5ª prova - 20 voltas ou no máx. 35 minutos
As 10:50 hs. - Podium
Das 11:00 às 12:20 hs. - Treino Livre Força Livre
As 12:30 hs. - Abertura da saída de box
As 12:40 hs. - Fechamento da saída de box
As 12:45 hs. - Placa de 5 minutos
As 12:50 hs. - Largada da 6ª prova - 20 voltas ou no máx. 35 minutos
As 13:40 hs. - Podium
ARRANCADA:
SÁBADO - 28/04/12
Das 11:00 às 14:30 hs. - Inscrições e Vistoria Técnica
Das 14:15 às 15:45 hs. - Treino Livre
Das 16:00 às 17:30 hs. - Provas
DOMINGO - 29/04/12
Das 11:00 às 14:30 hs. - Inscrições e Vistoria Técnica
Das 14:15 às 15:15 hs. - Treino Livre
Das 15:30 às 17:30 hs. - Provas
As 17:45 hs. - Premiação
Só para constar, a Delta, construtora que parece ser o centro das investigações da CPI sobre as atividades do Bicheiro Carlos Cachoeira, está se afastando de várias obras, colocando em risco inclusive o cronograma de vários projetos em andamento. Com menos uma construtora no mercado será que as que sobraram terão condições de fornecer os serviços necessários para a construção da nova pista? E os ambientalistas? Será que vão continuar a pressão para que o novo autódromo não seja construido na futura área de preservação ambiental no Morro da Estação em Deodoro?
Aguardem os próximos capítulos dessa ópera bufa.
Marcadores:
Arrancada,
Autódromo de Jacarepaguá,
Carioca de Marcas e Pilotos
4/22/2012
O "novo" terreno do novo autódromo
Pra começar, mais um capítulo na história do Autódromo de Deodoro. Depois do prefeito avisar que não vai considerar o parecer do conselho de meio-ambiente, a proposta do conselho vem à tona, um disparate maior que o outro, agora querem tomar outro terreno do Exército para construir o autódromo conforme aparece na imagem abaixo (o desenho do autódromo de Jacarepaguá é apenas para se ter uma idéia de escala e não que vão reproduzir a pista atual neste terreno, como alguns erroneamemente estão pensando).
Mexer com terrenos da União é uma coisa séria tem gente achando que é tudo área devoluta, só que vender, alienar ou desvirtuar o uso destas áreas é crime federal. Na mesma época em que apresentaram Deodoro como opção, outras ações estavam sendo feitas e que hoje estão dando uma baita dor de cabeça para o governo; então, acho que essa proposta é bem difícil de ser aceita pelo "dono " do terreno. Vejam essas notícias abaixo:
Exclusivo: Construtora destrói patrimônio histórico em Madureira
Laura Machado
Ao adquirir o 15° RECMEC, antigo Quartel do Exército, situado na Avenida Ernani Cardoso 364, Campinho, a Wtorre Engenharia e Construções firmou acordo com a comunidade local, representada pela Associação Comercial do Mercadão de Madureira (ACOGRAMM), Associação Comercial de Madureira, Associação de Moradores de Madureira e outros, para que fosse doado ao município 20% da área (cerca de 17 mil metros). Na área da doação, está localizado o Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho (1822) e outros prédios, em que seriam colocados serviços para população, como biblioteca, museus e outros. Segundo denúncia recebida pela equipe do SRZD, a empresa permitiu que parte do patrimônio fosse deteriorado e destruído ao realizar obras de outros empreendimentos no local. Pelo acordo firmado (em 07/04/06), a Wtorre, uma das 100 mais influentes empresas do país pelo ranking divulgado pela revista Época, deveria doar para Prefeitura do Rio de Janeiro 16.266 metros, além de 733,67 metros para o Corpo de Bombeiros, o equivalente a 20% da área. Em contrapartida, a comunidade aceitou a retirada do Projeto de Lei 2908/05 que previa o tombamento do local e dificultava a comercialização. Segundo o diretor de empreendimentos da empresa, Antonio Paulo Magalhães, o prefeito teria determinado a formação de uma comissão de secretários para acompanhar o acordo, bem como sua execução. Em 17 de janeiro de 2008, aconteceu uma reunião com a comissão do município formada pelos secretários: Alexandre Cerruti (Terceira Idade), Ricardo Macieira (Cultura), Andre Zambelli (Patrimônio cultural) e também o secretário de urbanismo do Rio, Augusto Ivan, que enviou um representante. A Wtorre se comprometeu a doar o espaço e realizar obras para que os prédios fossem entregues em condições de uso.
Até agora a construtora apenas realizou obras de próprio interesse, como a construção do supermercado Wal Mart (Campinho), já inaugurado, e também o empreendimento residencial "Villa dos Girassóis", lançado na mídia e com sucesso em vendas.
Denúncia x justificativas
De acordo com a denúncia recebida pelo SRZD, durante a construção do mercado, um ginásio que foi feito em arcos de madeiras sem usar pregos, utilizando arte da marcenaria portuguesa para construção de grandes caravelas, foi totalmente destruído. Além disso, em outros prédios, as portas e janelas feitas em madeira de lei foram retiradas e trocadas por "madeirit" (um tipo de compensado), o que demonstraria o descaso com o patrimônio histórico do lugar.
A empresa defende que não existia no lugar nenhum bem com valor histórico, pois todas as construções seriam datadas das décadas de 50 ou 60. O ginásio citado ficaria dentro da área do empreendimento residencial e só foi derrubado com autorização do Iphan.
O diretor da Wtorre afirmou que as portas e janelas seriam de alumínio e não de madeira. A necessidade da colocação de "madeirit" foi para preservar a segurança do local, porque algumas pessoas teriam tentado invadir a área.
A construtora também justifica a demora da entrega do projeto à comunidade, em razão dos processos de desmembramento da área, doação, que estão em andamento no município. Após a conclusão destes processos, ainda serão feitas as obras nos prédios para que possam ser atendidas todas as necessidades.
"A prefeitura que determina o que e como fazer. Nós temos só a obrigação de cumprir", justificou o diretor de empreendimentos da Wtorre.
Madureira luta pelo projeto desde o início
A prefeitura do Rio, que deveria ser a maior interessada no cumprimento do acordo, apenas vistoriou o local com diversos secretários municipais, mas até o presente momento não entrou em contato com nenhum representante da comunidade para propor alguma solução. A demora na resolução causa dano não apenas à comunidade de Madureira, mas a toda a capital fluminense, que perde parte de seu patrimônio e possibilidade de novos serviços para população.
Desde o surgimento do edital de licitação para a alienação do terreno do 15º RECMEC, é a comunidade local que acompanha com interesse a situação com a finalidade de preservar sua história. A Associação Comercial do Mercadão de Madureira ao ter ciência do edital para venda do imóvel procurou o então deputado estadual Adroaldo Peixoto que propôs o projeto de Lei (2908/05), que previa o tombamento da área. Após a apresentação do projeto, todas as empresas interessadas na licitação se retiraram, exceção feita a Wtorre, que depois de muitas negociações firmou o acordo com a comunidade.
Sem apoio do poder público, a comunidade de Madureira tenta resguardar parte do patrimônio que ainda restou. Nesta finalidade, o presidente da ACOGRAMM, Arthur Leite, realizou visita as obras, onde constatou o descaso com os bens. Ele desistiu de lutar em busca de ajuda da atual administração do município, ciente de todo o projeto, e espera que a próxima gestão consiga efetuar as realizações acordadas. "Você luta, gasta dinheiro, leva de mão beijada e os sujeitos não se interessam. Já que está no final é fim de festa, deixa para o próximo. Isso que revolta a gente. O próximo governo pode instalar uma série de coisas que os outros não deram importância, que o atual governo não se interessou. E este novo praticamente a custo zero pode instalar um centro de atendimento ao cidadão", desabafou.
Atual administração carioca
Procurado pelo SRZD, o prefeito Cesar Maia, por e-mail, ao comentar o caso encaminhou a mensagem para o Secretário de Urbanismo solicitando fiscalização para verificar se a empresa fugiu do acordo. O responsável pela pasta também foi procurado até o fechamento desta matéria, mas não enviou qualquer resposta sobre o caso.
Futura gestão da cidade
O prefeito eleito Eduardo Paes, por meio de sua assessoria, enviou nota dizendo que não tem como comentar o assunto, que pertence à atual gestão. "A partir de janeiro, a futura administração terá mais elementos para avaliar a questão", afirmou ao SRZD.
Secretário municipal e vereador reeleito mostra descaso com a comunidade
Alexandre Cerruti (DEM), secretário municipal e vereador reeleito na última eleição com votos da região, presente na reunião realizada em janeiro, até o momento também nada fez em prol da resolução do acordo. No entanto, em seu perfil na página da Câmara Municipal, garante que "a zona Sul precisa de conservação e a Norte precisa de realizações".
A equipe do SRZD tentou contato com Cerruti, mas até o fechamento desta reportagem nenhuma resposta foi enviada por ele.
Segundo o diretor de empreendimentos da empresa, Antonio Paulo Magalhães, o prefeito teria determinado a formação de uma comissão de secretários para acompanhar o acordo, bem como sua execução. Em 17 de janeiro de 2008, aconteceu uma reunião com a comissão do município formada pelos secretários: Alexandre Cerruti (Terceira Idade), Ricardo Macieira (Cultura), Andre Zambelli (Patrimônio cultural) e também o secretário de urbanismo do Rio, Augusto Ivan, que enviou um representante. A Wtorre se comprometeu a doar o espaço e realizar obras para que os prédios fossem entregues em condições de uso.
Até agora a construtora apenas realizou obras de próprio interesse, como a construção do supermercado Wal Mart (Campinho), já inaugurado, e também o empreendimento residencial "Villa dos Girassóis", lançado na mídia e com sucesso em vendas.
Quem não garante que o terreno do autódromo não está passando por algo semelhante? Ou pior ainda, diante dessas barbaridades o Governo Federal tenha dado um freio nessas desapropriações chamando os responsáveis às falas e por isso mesmo a questão de Deodoro está mal-parada? Com certeza a União não disponibilizou o terreno para o autódromo, ou ainda não o fez formalmente, aguardando o parecer do TCU. O exército é apenas usuário do solo, quem dispõe como ele vai ser usado é o governo, e se este achar que ali não há viabildiade para o autódromo, ou até mesmo já considerou isso, a obra não não será feita. E se for este o caso, do veto federal, isto pode até estar sendo escondido do grande público, para não revelarem a grande fraude que está por trás de toda esta história.
O grande problema é que atualmente a engenharia de projetos da cidade Rio de Janeiro se resume a ficar brincando de Photoshop e Autocad pra criar alguma coisa e jogar em cima de um local escolhido aleatoriamente com o Google Earth, sem se preocupar que ali vivem pessoas e os terrenos são de propriedade de alguém ou estão sendo utilizados para outra atividade.
Tudo isso se torna cada vez mais inverossível, se a idéia é construir equipamentos provisórios, que a prefeitura já declarou que após os Jogos serão usados em outros locais, porque não colocá-los definitivamente nesses locais em vez de ficar gastando dinheiro do contribuinte nesse desnecessário monta-desmonta? E pior do que tudo isso é saber que as construtoras estarão recebendo recursos do Governo Federal para levantar essas estruturas (http://oglobo.globo.com/rio/arenas-do-parque-olimpico-serao-reaproveitadas-4702725) e que depois vão receber de graça o terreno do Autódromo de Jacarepaguá. Absurdo em cima de absurdo, que não favorece ninguém, apenas as construtoras e a mão amiga que assina o contrato das obras.
O tempo está passando. A queda de braço entre o a prefeitura e os ambientalistas está longe de ter fim, os moradores de Deodoro vão brigar para manter o terreno do Morro da Estação intacto, porque está prometido há tempos a transformação daquele local em parque ecológico, e o que o prefeito pretende com o autódromo em Deodoro é desqualificar como área de preservação, de forma que em um futuro mais ou menos próximo, aproveitando que a região será uma importante ligação entre a Avenida Brasil e a Barra da Tijuca, ele vá ocupando gradativamente o espaço com autorizações de construções no local, e por fim detonar de novo o autódromo alegando "incompatibilidade" com as moradias do entorno.
O momento é de mantermos a nossa posição firme, nada de acordos, jeitinhos ou cambalachos, é chave por chave, um autódromo (se houver) pelo outro, homologado e funcionando, senão nada feito, o prefeito está desesperado em entregar o terreno para as construtoras antes que o mar de lama da CPI do Cachoeira o atinja, aliás, ele quer é eliminar a eleição deste ano, transformando-a em uma renovação de mandato em um único turno, como foi a do Cabral dois anos atrás. Acontece que aquele momento político não se repete agora, no instante que as ligações perigosas do poder com empresários corruptos e corruptores atingem todos os partidos de todas as facções políticas.
Paes foge do confronto e tenta resolver as situações de forma bombástica, passa por cima das leis, igualzinho seu antecessor. Como dizem, o fruto não cai longe da árvore, quem pensou que esse filhote de Maia poderia ser algo diferente está tendo uma péssima descoberta. A de que passamos os últimos 4 anos com a continuidade de governo travestida de novidade, mas que no fundo usa as mesmas ferramente neo-liberais-facistas de governar, onde o "é ilegal e daí" foi substituido pelo choque de ordem, onde o interesse público se sobrepõe ao privado sem que haja uma discussão sobre as consequências desses atos.
A cidade foi sequestrada pelo prefeito, tolheu-se o direito de circular na cidade, criam-se faixas especiais para os ônibus em detrimento ao transporte de massa trem-metrô, impede-se que o projeto da linha 4 se torne um anel para privilegiar as rotas rodoviárias urbanas, inventam obras sem consultar a municipalidade, em claro desrespeito ao Estatuto das Cidades, coisa que vem sendo feita desde o Pan de 2007 quando enviei ao então Ministro Olívio Dutra um email reportando os absurdos que estavam por vir.
Mas, pelo visto, o canto da sereia dos lucros exorbitantes para poucos atingiu em cheio os ouvidos do Governo Federal, que entregou de mão beijada recursos a fundo perdido para que a dupla Cabral/Paes destruíssem a cidade e a vida de milhares de cidadãos ( http://apublica.org/2012/04/dossie/). De que adianta UPP no Morro da Providência se aqueles que moram lá há décadas estão sendo enxotados para os os turistas tenham acesso de teleférico ao alto do morro? De que adianta construir Metrô na Abelardo Bueno se querem remover a comundiade da Vila Auódromo para um lugar sem infra-estrutura de transporte na infartada Estrada dos Bandeirantes? Para quem são essas obras se quem paga não vê os resultados?
Um pouco de comedimento e reflexão nessa hora seria bom, o prefeito tem que parar de pensar que o mandato é um salvo-conduto para fazer o que bem entender, ele e os seus engenheiros de photoshop estão destruindo a cidade em nome de um evento de 15 dias e ficam dizendo que isso irá a mudar a cidade para sempre, só se for para a pior. Estamos diante do que pode ser o maior escândalo de corrupção da história do país, e nem o fato deles serem aliados de primeira hora do governo os salvará de investigações sobre os contratos sem licitação que pipocam pela cidade.
Em nome da boa gestão do dinheiro público essa questão do autódromo deveria ser esquecida e o Parque Olímpico transferido para outro lugar, são apenas instalações provisórias, isso pode ser feito na mesma região da Abelardo Bueno, sem que se tenha que se gastar uma fortuna para construir um novo autódromo dentro da cidade, que hoje precisa é de habitação popular. Esse dinheiro seria melhor empregado nisso, ainda mais sabendo-se que é o Governo Federal quem paga a conta, ou seja, nossos impostos que devieram estar sendo melhor aplicados.
O autódromo pode ser gerenciado sem recursos públicos, mas para isso acontecer temos que mudar muita coisa, mas o primeiro passo é termos pelo menos a dignidade de lutar pelos nossos direitos, senão não teremos merecimento por eles. Para aqueles que acham que o automobilismo está morto enterrado, sugiro que se dirijam ao cemitério mais próximo, se joguem na primeira cova aberta junto com suas opiniões e se enterrarem junto, porque, sinceramente, se temos este automobilismo é porque o merecemos ou porque não fazemos o suficiente para melhorá-lo. Se alguém quer que ele melhore é melhor por a mão na massa e fazer algo realmente palpável, porque ficar apenas reclamando é fácil, difícil é tomar as atitudes necessárias para a mudança.
Talvez nunca sejamos iguais ao automobismo norte-americano ou europeu, mas podemos nos espelhar no exemplo ao lado, nos argentinos, com sua política de apoio das montadoras, de usar o automobilismo como forma de desenvolvimento de engenharia e de propagação da idéia do dirigir responsável através da habilidade ao volante.
O primeiro passo a ser dado é termos as mínimas condições de manter o esporte. Para isso, precisamos de um autódromo. O cenário nacional pode ser difícil, mas isso não inviabiliza a nossa luta, até porque se deixarmos o Autódromo de Jacarepaguá morrer e assim extinguir o automobilismo em nosso estado, estaremos dando a deixa para que em outras cidades isso se repita, e, no fim das contas, o automobilismo brasileiro viva apenas de lembranças do Senna, torcedores de poltrona e corridas virtuais em games de computador.
E você, caro leitor? De que lado está?
Mexer com terrenos da União é uma coisa séria tem gente achando que é tudo área devoluta, só que vender, alienar ou desvirtuar o uso destas áreas é crime federal. Na mesma época em que apresentaram Deodoro como opção, outras ações estavam sendo feitas e que hoje estão dando uma baita dor de cabeça para o governo; então, acho que essa proposta é bem difícil de ser aceita pelo "dono " do terreno. Vejam essas notícias abaixo:
Exclusivo: Construtora destrói patrimônio histórico em Madureira
Laura Machado
Ao adquirir o 15° RECMEC, antigo Quartel do Exército, situado na Avenida Ernani Cardoso 364, Campinho, a Wtorre Engenharia e Construções firmou acordo com a comunidade local, representada pela Associação Comercial do Mercadão de Madureira (ACOGRAMM), Associação Comercial de Madureira, Associação de Moradores de Madureira e outros, para que fosse doado ao município 20% da área (cerca de 17 mil metros). Na área da doação, está localizado o Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho (1822) e outros prédios, em que seriam colocados serviços para população, como biblioteca, museus e outros. Segundo denúncia recebida pela equipe do SRZD, a empresa permitiu que parte do patrimônio fosse deteriorado e destruído ao realizar obras de outros empreendimentos no local. Pelo acordo firmado (em 07/04/06), a Wtorre, uma das 100 mais influentes empresas do país pelo ranking divulgado pela revista Época, deveria doar para Prefeitura do Rio de Janeiro 16.266 metros, além de 733,67 metros para o Corpo de Bombeiros, o equivalente a 20% da área. Em contrapartida, a comunidade aceitou a retirada do Projeto de Lei 2908/05 que previa o tombamento do local e dificultava a comercialização. Segundo o diretor de empreendimentos da empresa, Antonio Paulo Magalhães, o prefeito teria determinado a formação de uma comissão de secretários para acompanhar o acordo, bem como sua execução. Em 17 de janeiro de 2008, aconteceu uma reunião com a comissão do município formada pelos secretários: Alexandre Cerruti (Terceira Idade), Ricardo Macieira (Cultura), Andre Zambelli (Patrimônio cultural) e também o secretário de urbanismo do Rio, Augusto Ivan, que enviou um representante. A Wtorre se comprometeu a doar o espaço e realizar obras para que os prédios fossem entregues em condições de uso.
Até agora a construtora apenas realizou obras de próprio interesse, como a construção do supermercado Wal Mart (Campinho), já inaugurado, e também o empreendimento residencial "Villa dos Girassóis", lançado na mídia e com sucesso em vendas.
Denúncia x justificativas
De acordo com a denúncia recebida pelo SRZD, durante a construção do mercado, um ginásio que foi feito em arcos de madeiras sem usar pregos, utilizando arte da marcenaria portuguesa para construção de grandes caravelas, foi totalmente destruído. Além disso, em outros prédios, as portas e janelas feitas em madeira de lei foram retiradas e trocadas por "madeirit" (um tipo de compensado), o que demonstraria o descaso com o patrimônio histórico do lugar.
A empresa defende que não existia no lugar nenhum bem com valor histórico, pois todas as construções seriam datadas das décadas de 50 ou 60. O ginásio citado ficaria dentro da área do empreendimento residencial e só foi derrubado com autorização do Iphan.
O diretor da Wtorre afirmou que as portas e janelas seriam de alumínio e não de madeira. A necessidade da colocação de "madeirit" foi para preservar a segurança do local, porque algumas pessoas teriam tentado invadir a área.
A construtora também justifica a demora da entrega do projeto à comunidade, em razão dos processos de desmembramento da área, doação, que estão em andamento no município. Após a conclusão destes processos, ainda serão feitas as obras nos prédios para que possam ser atendidas todas as necessidades.
"A prefeitura que determina o que e como fazer. Nós temos só a obrigação de cumprir", justificou o diretor de empreendimentos da Wtorre.
Madureira luta pelo projeto desde o início
A prefeitura do Rio, que deveria ser a maior interessada no cumprimento do acordo, apenas vistoriou o local com diversos secretários municipais, mas até o presente momento não entrou em contato com nenhum representante da comunidade para propor alguma solução. A demora na resolução causa dano não apenas à comunidade de Madureira, mas a toda a capital fluminense, que perde parte de seu patrimônio e possibilidade de novos serviços para população.
Desde o surgimento do edital de licitação para a alienação do terreno do 15º RECMEC, é a comunidade local que acompanha com interesse a situação com a finalidade de preservar sua história. A Associação Comercial do Mercadão de Madureira ao ter ciência do edital para venda do imóvel procurou o então deputado estadual Adroaldo Peixoto que propôs o projeto de Lei (2908/05), que previa o tombamento da área. Após a apresentação do projeto, todas as empresas interessadas na licitação se retiraram, exceção feita a Wtorre, que depois de muitas negociações firmou o acordo com a comunidade.
Sem apoio do poder público, a comunidade de Madureira tenta resguardar parte do patrimônio que ainda restou. Nesta finalidade, o presidente da ACOGRAMM, Arthur Leite, realizou visita as obras, onde constatou o descaso com os bens. Ele desistiu de lutar em busca de ajuda da atual administração do município, ciente de todo o projeto, e espera que a próxima gestão consiga efetuar as realizações acordadas. "Você luta, gasta dinheiro, leva de mão beijada e os sujeitos não se interessam. Já que está no final é fim de festa, deixa para o próximo. Isso que revolta a gente. O próximo governo pode instalar uma série de coisas que os outros não deram importância, que o atual governo não se interessou. E este novo praticamente a custo zero pode instalar um centro de atendimento ao cidadão", desabafou.
Atual administração carioca
Procurado pelo SRZD, o prefeito Cesar Maia, por e-mail, ao comentar o caso encaminhou a mensagem para o Secretário de Urbanismo solicitando fiscalização para verificar se a empresa fugiu do acordo. O responsável pela pasta também foi procurado até o fechamento desta matéria, mas não enviou qualquer resposta sobre o caso.
Futura gestão da cidade
O prefeito eleito Eduardo Paes, por meio de sua assessoria, enviou nota dizendo que não tem como comentar o assunto, que pertence à atual gestão. "A partir de janeiro, a futura administração terá mais elementos para avaliar a questão", afirmou ao SRZD.
Secretário municipal e vereador reeleito mostra descaso com a comunidade
Alexandre Cerruti (DEM), secretário municipal e vereador reeleito na última eleição com votos da região, presente na reunião realizada em janeiro, até o momento também nada fez em prol da resolução do acordo. No entanto, em seu perfil na página da Câmara Municipal, garante que "a zona Sul precisa de conservação e a Norte precisa de realizações".
A equipe do SRZD tentou contato com Cerruti, mas até o fechamento desta reportagem nenhuma resposta foi enviada por ele.
Segundo o diretor de empreendimentos da empresa, Antonio Paulo Magalhães, o prefeito teria determinado a formação de uma comissão de secretários para acompanhar o acordo, bem como sua execução. Em 17 de janeiro de 2008, aconteceu uma reunião com a comissão do município formada pelos secretários: Alexandre Cerruti (Terceira Idade), Ricardo Macieira (Cultura), Andre Zambelli (Patrimônio cultural) e também o secretário de urbanismo do Rio, Augusto Ivan, que enviou um representante. A Wtorre se comprometeu a doar o espaço e realizar obras para que os prédios fossem entregues em condições de uso.
Até agora a construtora apenas realizou obras de próprio interesse, como a construção do supermercado Wal Mart (Campinho), já inaugurado, e também o empreendimento residencial "Villa dos Girassóis", lançado na mídia e com sucesso em vendas.
Extraído de: Ministério Público Federal - 19 de Janeiro de 2009
MPF/RJ: terreno de empreendimento imobiliário está sob litígio judicial
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Construtoras do Villa dos Girassóis devem informar o fato nas propagandas
Atendendo a pedido do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ), a Justiça Federal determinou que as construtoras responsáveis pelo empreendimento imobiliário Villa dos Girassóis façam constar nas propagandas para a venda de unidades o fato de a alienação do terreno ainda estar sob litígio judicial. A Goldfarb Incorporação e Construção, CHL e PDG Realty estão fazendo propagandas e vendendo lotes a terceiros sem informar aos compradores que o terreno onde o imóvel será construído pertence à União, jurisdicionado ao Exército Brasileiro. Na Ação 2007.51.01.031750-1, que corre na 1ª Vara Federal, o MPF contesta a alienação do imóvel feita pelo Exército à W Torre Engenharia e Construção S.A, em 17 de abril de 2006, e homologada pelo Comandante da 1ª Região Militar, sem a obediência das formalidades legais.
Para o procurador da República Edson Abdon Filho, responsável pela defesa do patrimônio público, o Exército vem promovendo a alienação de bens imóveis da União sob sua jurisdição, sem a devida autorização da Presidência da República ou autoridade delegada para tal. As vendas contrariam o artigo 23 da Lei nº 9.636/98, já que estão sendo realizadas sem prévia consulta à Secretaria de Patrimônio da União. O MPF já ingressou com outras duas ações referentes a terrenos que também foram alienados de forma irregular pelo Exército (nºs 2008.51.01.016154-2 e 20085101006198-5).
A Justiça Federal determinou também que a União manifeste-se, com urgência, acerca da validade da alienação. O MPF pediu, ainda, que a Justiça determine o embargo, a suspensão e a paralisação de obras que porventura estejam sendo executadas nos imóveis localizados na R. Maria Lopes nº 73 e na Av. Ernani Cardoso nº 364, Campinho, no Rio de Janeiro. O fato de consumidores não serem avisados do processo judicial em curso pode configurar crime de propaganda enganosa.
"Esta não é a primeira ação proposta pelo MPF em caso semelhante, já existindo até decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região determinando a anulação das alienações promovidas pelo Exército. Por essa razão, o MPF requereu em juízo que as empresas informassem aos compradores dos lotes acerca deste litígio, de modo a proteger os consumidores em geral", explica o procurador Abdon Filho.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2107-9488/ 9460
Atendendo a pedido do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ), a Justiça Federal determinou que as construtoras responsáveis pelo empreendimento imobiliário Villa dos Girassóis façam constar nas propagandas para a venda de unidades o fato de a alienação do terreno ainda estar sob litígio judicial. A Goldfarb Incorporação e Construção, CHL e PDG Realty estão fazendo propagandas e vendendo lotes a terceiros sem informar aos compradores que o terreno onde o imóvel será construído pertence à União, jurisdicionado ao Exército Brasileiro. Na Ação 2007.51.01.031750-1, que corre na 1ª Vara Federal, o MPF contesta a alienação do imóvel feita pelo Exército à W Torre Engenharia e Construção S.A, em 17 de abril de 2006, e homologada pelo Comandante da 1ª Região Militar, sem a obediência das formalidades legais.
Para o procurador da República Edson Abdon Filho, responsável pela defesa do patrimônio público, o Exército vem promovendo a alienação de bens imóveis da União sob sua jurisdição, sem a devida autorização da Presidência da República ou autoridade delegada para tal. As vendas contrariam o artigo 23 da Lei nº 9.636/98, já que estão sendo realizadas sem prévia consulta à Secretaria de Patrimônio da União. O MPF já ingressou com outras duas ações referentes a terrenos que também foram alienados de forma irregular pelo Exército (nºs 2008.51.01.016154-2 e 20085101006198-5).
A Justiça Federal determinou também que a União manifeste-se, com urgência, acerca da validade da alienação. O MPF pediu, ainda, que a Justiça determine o embargo, a suspensão e a paralisação de obras que porventura estejam sendo executadas nos imóveis localizados na R. Maria Lopes nº 73 e na Av. Ernani Cardoso nº 364, Campinho, no Rio de Janeiro. O fato de consumidores não serem avisados do processo judicial em curso pode configurar crime de propaganda enganosa.
"Esta não é a primeira ação proposta pelo MPF em caso semelhante, já existindo até decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região determinando a anulação das alienações promovidas pelo Exército. Por essa razão, o MPF requereu em juízo que as empresas informassem aos compradores dos lotes acerca deste litígio, de modo a proteger os consumidores em geral", explica o procurador Abdon Filho.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2107-9488/ 9460
Quem não garante que o terreno do autódromo não está passando por algo semelhante? Ou pior ainda, diante dessas barbaridades o Governo Federal tenha dado um freio nessas desapropriações chamando os responsáveis às falas e por isso mesmo a questão de Deodoro está mal-parada? Com certeza a União não disponibilizou o terreno para o autódromo, ou ainda não o fez formalmente, aguardando o parecer do TCU. O exército é apenas usuário do solo, quem dispõe como ele vai ser usado é o governo, e se este achar que ali não há viabildiade para o autódromo, ou até mesmo já considerou isso, a obra não não será feita. E se for este o caso, do veto federal, isto pode até estar sendo escondido do grande público, para não revelarem a grande fraude que está por trás de toda esta história.
O grande problema é que atualmente a engenharia de projetos da cidade Rio de Janeiro se resume a ficar brincando de Photoshop e Autocad pra criar alguma coisa e jogar em cima de um local escolhido aleatoriamente com o Google Earth, sem se preocupar que ali vivem pessoas e os terrenos são de propriedade de alguém ou estão sendo utilizados para outra atividade.
Tudo isso se torna cada vez mais inverossível, se a idéia é construir equipamentos provisórios, que a prefeitura já declarou que após os Jogos serão usados em outros locais, porque não colocá-los definitivamente nesses locais em vez de ficar gastando dinheiro do contribuinte nesse desnecessário monta-desmonta? E pior do que tudo isso é saber que as construtoras estarão recebendo recursos do Governo Federal para levantar essas estruturas (http://oglobo.globo.com/rio/arenas-do-parque-olimpico-serao-reaproveitadas-4702725) e que depois vão receber de graça o terreno do Autódromo de Jacarepaguá. Absurdo em cima de absurdo, que não favorece ninguém, apenas as construtoras e a mão amiga que assina o contrato das obras.
O tempo está passando. A queda de braço entre o a prefeitura e os ambientalistas está longe de ter fim, os moradores de Deodoro vão brigar para manter o terreno do Morro da Estação intacto, porque está prometido há tempos a transformação daquele local em parque ecológico, e o que o prefeito pretende com o autódromo em Deodoro é desqualificar como área de preservação, de forma que em um futuro mais ou menos próximo, aproveitando que a região será uma importante ligação entre a Avenida Brasil e a Barra da Tijuca, ele vá ocupando gradativamente o espaço com autorizações de construções no local, e por fim detonar de novo o autódromo alegando "incompatibilidade" com as moradias do entorno.
O momento é de mantermos a nossa posição firme, nada de acordos, jeitinhos ou cambalachos, é chave por chave, um autódromo (se houver) pelo outro, homologado e funcionando, senão nada feito, o prefeito está desesperado em entregar o terreno para as construtoras antes que o mar de lama da CPI do Cachoeira o atinja, aliás, ele quer é eliminar a eleição deste ano, transformando-a em uma renovação de mandato em um único turno, como foi a do Cabral dois anos atrás. Acontece que aquele momento político não se repete agora, no instante que as ligações perigosas do poder com empresários corruptos e corruptores atingem todos os partidos de todas as facções políticas.
Paes foge do confronto e tenta resolver as situações de forma bombástica, passa por cima das leis, igualzinho seu antecessor. Como dizem, o fruto não cai longe da árvore, quem pensou que esse filhote de Maia poderia ser algo diferente está tendo uma péssima descoberta. A de que passamos os últimos 4 anos com a continuidade de governo travestida de novidade, mas que no fundo usa as mesmas ferramente neo-liberais-facistas de governar, onde o "é ilegal e daí" foi substituido pelo choque de ordem, onde o interesse público se sobrepõe ao privado sem que haja uma discussão sobre as consequências desses atos.
A cidade foi sequestrada pelo prefeito, tolheu-se o direito de circular na cidade, criam-se faixas especiais para os ônibus em detrimento ao transporte de massa trem-metrô, impede-se que o projeto da linha 4 se torne um anel para privilegiar as rotas rodoviárias urbanas, inventam obras sem consultar a municipalidade, em claro desrespeito ao Estatuto das Cidades, coisa que vem sendo feita desde o Pan de 2007 quando enviei ao então Ministro Olívio Dutra um email reportando os absurdos que estavam por vir.
Mas, pelo visto, o canto da sereia dos lucros exorbitantes para poucos atingiu em cheio os ouvidos do Governo Federal, que entregou de mão beijada recursos a fundo perdido para que a dupla Cabral/Paes destruíssem a cidade e a vida de milhares de cidadãos ( http://apublica.org/2012/04/dossie/). De que adianta UPP no Morro da Providência se aqueles que moram lá há décadas estão sendo enxotados para os os turistas tenham acesso de teleférico ao alto do morro? De que adianta construir Metrô na Abelardo Bueno se querem remover a comundiade da Vila Auódromo para um lugar sem infra-estrutura de transporte na infartada Estrada dos Bandeirantes? Para quem são essas obras se quem paga não vê os resultados?
Um pouco de comedimento e reflexão nessa hora seria bom, o prefeito tem que parar de pensar que o mandato é um salvo-conduto para fazer o que bem entender, ele e os seus engenheiros de photoshop estão destruindo a cidade em nome de um evento de 15 dias e ficam dizendo que isso irá a mudar a cidade para sempre, só se for para a pior. Estamos diante do que pode ser o maior escândalo de corrupção da história do país, e nem o fato deles serem aliados de primeira hora do governo os salvará de investigações sobre os contratos sem licitação que pipocam pela cidade.
Em nome da boa gestão do dinheiro público essa questão do autódromo deveria ser esquecida e o Parque Olímpico transferido para outro lugar, são apenas instalações provisórias, isso pode ser feito na mesma região da Abelardo Bueno, sem que se tenha que se gastar uma fortuna para construir um novo autódromo dentro da cidade, que hoje precisa é de habitação popular. Esse dinheiro seria melhor empregado nisso, ainda mais sabendo-se que é o Governo Federal quem paga a conta, ou seja, nossos impostos que devieram estar sendo melhor aplicados.
O autódromo pode ser gerenciado sem recursos públicos, mas para isso acontecer temos que mudar muita coisa, mas o primeiro passo é termos pelo menos a dignidade de lutar pelos nossos direitos, senão não teremos merecimento por eles. Para aqueles que acham que o automobilismo está morto enterrado, sugiro que se dirijam ao cemitério mais próximo, se joguem na primeira cova aberta junto com suas opiniões e se enterrarem junto, porque, sinceramente, se temos este automobilismo é porque o merecemos ou porque não fazemos o suficiente para melhorá-lo. Se alguém quer que ele melhore é melhor por a mão na massa e fazer algo realmente palpável, porque ficar apenas reclamando é fácil, difícil é tomar as atitudes necessárias para a mudança.
Talvez nunca sejamos iguais ao automobismo norte-americano ou europeu, mas podemos nos espelhar no exemplo ao lado, nos argentinos, com sua política de apoio das montadoras, de usar o automobilismo como forma de desenvolvimento de engenharia e de propagação da idéia do dirigir responsável através da habilidade ao volante.
O primeiro passo a ser dado é termos as mínimas condições de manter o esporte. Para isso, precisamos de um autódromo. O cenário nacional pode ser difícil, mas isso não inviabiliza a nossa luta, até porque se deixarmos o Autódromo de Jacarepaguá morrer e assim extinguir o automobilismo em nosso estado, estaremos dando a deixa para que em outras cidades isso se repita, e, no fim das contas, o automobilismo brasileiro viva apenas de lembranças do Senna, torcedores de poltrona e corridas virtuais em games de computador.
E você, caro leitor? De que lado está?
4/20/2012
Prefeito diz que não seguirá parecer
A notícia sobre o veto do Consemac ao Autódromo de Deodoro caiu como uma bomba na imprensa, ainda mais porque a situação não está boa para as empreiteiras depois que o dono da Delta Engenharia entregou dezenas de horas de gravações sobre os contratos e relacionamentos que tinha com o poder público, ninguém escapou e hoje mesmo já saíram matérias com o ex-prefeito Maia, e tentaram ir atrás do Governador Cabral, que está em local incerto e não-sabido.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, iniciou ontem sua ofensiva para evitar que o novo autódromo carioca, a ser erguido em Deodoro, tenha seu local alterado. O político acionou seus aliados na Câmara dos Vereadores e marcou um encontro com o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, para apresentar o cronograma de obras.
Na terça-feira, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) se manifestou contra a construção do autódromo, porque ele ficará dentro de uma área protegida pelo Plano Diretor da cidade. Sugeriu que a instalação continue em Deodoro mas seja transferida para um local que dista um quilômetro do que foi escolhido.
Paes já informou que não acatará o parecer e ontem recebeu o apoio de vereadores aliados na Câmara, que discursaram na tribuna. Certo de que não perderá a briga, o prefeito também marcou para o início de maio um encontro com o presidente da CBA para apresentar o cronograma de obras do novo autódromo no local atual.
– Só entrego o autódromo de Jacarepaguá para eles construírem o Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 quando o de Deodoro estiver pronto – salientou o presidente da CBA, que está resguardado por um acordo judicial para fazer tal afirmação.
O novo local sugerido pelo Consemac para o novo autódromo fica atrás do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que também será usado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. E no terreno ao lado será construído o Parque Radical de Deodoro, que receberá as disputas de ciclismo BMX e mountain bike, além da canoagem slalom.
Já o prefeito @eduardopaes_ (já mandaram a tag #ORionaopodeficarsemautodromo pra ele hoje?) deu uma declaração contundente no RJTV segunda edição de ontem (19/03), vejam neste link:
http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/rjtv-2edicao/t/edicoes/v/construcao-do-novo-autodromo-recebe-parecer-contrario-do-conselho-de-meio-ambiente/1911617/
Na verdade toda essa discussão é estéril e inútil e o prefeito demonstra hoje uma preocupação que nunca teve nos últimos três anos para construir esse autódromo, era pra ter se preocupado a partir do momento que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos, mas tudo que fez até agora foi fugir de sua responsabilidade, da mesma forma que o Conepac poderia ter dado esse parecer a mais tempo em vez de ter esperado a prefeitura fazer o edital da obra e a CBA apresentar o projeto.
Tudo isso é perda de tempo, como disse o Dr. Zeraik na reportagem, a CBA vai ter que analisar o novo, local, se é que ele realmente existe, para ver se é factível a construção da pista, aí vai ter que fazer um novo projeto, uma nova licitação, e o mais engraçado de tudo isso é que o governo federal passou para o governo do estado a atribuição de construir a pista, então o prefeito não tem que dar nenhum pitaco nessa história e quem tem que dar o parecer ambiental é o INEA e não o Conepac, e tudo isso vai atrasar o cronograma, se é que ele existe nesse país de tudo feito nas coxas de qualquer jeito.
No fundo o que estamos assitindo é um teatrinho de falso interesse, a CBA está lá com o acordo na mão pronta para entrar na justiça se fecharem o autódromo antes do prazo, os jornais e, pasmen, até mesmo a Globo depois daquela matéria mequetrefe sobre a Vila Autódromo, assume que a obra do parque Olímpico só sai depois que entregarem a nova pista.
Todos os envolvidos sabem as suas responsabilidades, mas ficam só no blá-blá-blá e não fazem nada, há três anos estamos esperando a resolução desse problema e agora querem ganhar no grito? Mas não vão mesmo, e digo mais: com essa CPI sobre a Delta e o Cachoeira, pode ainda atingir muita gente, inclusive o prefeito, que assinou contratos com essa empreiteira para várias obras pela cidade.
Por isso a pressão tem que continuar, enviem a hashtag #ORionaopodeficarsemautodromo para o prefeito, governador, casa civil, presidencia da república, ministério do esporte, jornais, revistas, jornalistas especializados, precisamos manter isso na pauta de discussão até que o assunto esteja encerrado, seja com a construção de uma nova pista ou a manutenção da atualmente existente.
Apesar de todos os necrológios antecipados que volta e meia aparecem na mídia, principalmente eletrônica, ainda é cedo para jogar a pal de cal sobre a pista. O fato de ficarem afirmando que o local é o "coração dos Jogos" não significa nada, isso pode ser mudado de várias formas, a começar pela impossibildade de construção de uma nova pista em novo lugar, seja por questões ambientais ou imobiliárias, o autódormo pode ficar onde está e o Parque ser mudado para outro local, dada a sua natureza provisória, logo ele pode ser construído em qualquer lugar porque não será permanente, até porque o objetivo posterior é transformar a área onde ele for construído em investimentos imobiliários, logo pode-se usar outros espaços dentro da própria Barra da Tijuca, ou Camorim, como queiram, para esse empreendimento. O que não pode acontecer é vermos essa postura nazi-facista neoliberal de colocar o lucro acima da vidas das pessoas só para agradar meia-dúzia de empreiteiras que só conseguem contratos através de meios espúrios e troca de interesses.
O momento é propício para atacarmos essa proposta de demolição de Jacarepaguá, o custo dessa obra está supervalorizado, a não-construção de uma nova pista economizaria para os cofres públicos mais de meio milhão de reais, por alto, e com isso seria dada uma lição de gestão consciente de recursos públicos, pois quem gerencia a Copa e Olimpíada não está interessado nisso, quer apenas lucrar o máximo possível e depois levar seu cirquinho para outro lugar.
Algum tempo atrás comentei aqui no blog a respeito da MotoGP, quando ela deixou de ser realizada aqui no Rio algumas projeções indicavam que o evento trazia cerca de de 200 milhões de reais por ano para a cidade, se fizermos a conta do que a cidade já perdeu desde que o evento parou de ser feito aqui dá uma quantia considerável, isso sem contar a F-Indy que também tinha um grande público, projeção nacional e internacional e acontecia todo ano, ao contrário da Copa e Olimpíada que só acontecem uma vez a cada 50 anos e duram apenas 15 dias, o custo-benefício desses mega-eventos para a cidade não se pagam nem a longo prazo, basta pegar a África do Sul, que sediou a última Copa, estádios estão sendo demolidos por falta de uso e por serem muito caros para manter, a mesma coisa vai acontecer aqui depois da Copa e ainda por cima querem demolir a única arena esportiva que de fato traz lucro para a cidade? Onde os governantes estão com a cabeça? Melhor ainda, quem está cegando os olhos deles para não enxergarem o óbvio, que o Rio de Janeiro não pode perder seu autódromo?
Sou contra a demolição de Jacarepaguá, sempre fui desde o início deste blog, menos pelo automobilismo mais pelo fato de como cidadão carioca não posso assistir calado um descalabro desses, de se gastar dinheiro para destruir um equipamento que funciona para fazer outro e no lugar deste vender o terreno por 1/3 do que ele vale para a especulação imobiliária deteriorar mais ainda as condições ambientais do bairro.
Aliás, falando em questão ambiental, já que há impedimento para a construção em Deodoro, aviso que o Parque também tem impedimento para construção na área de autódromo, apesar dos neo-bobos verdes afirmarem que Jacarepaguá é uma área degradada, durante a reforma para a construção do oval a vegetação das áreas internas da pista foram refeitas e hoje são o último abrigo para dezenas de espécimes de aves que fugiram da destruição de seus habitats naturais dentro do bairro de Jacarepaguá e adjacencias, a destruição dessa área verde trará um impacto ambiental tão grande quato a derrubada de árvores em Deodoro, duvidam? Procurem por "Biovert" na busca do blog e acharão.
Por fim, estamos diante de um bando de gente batendo cabeça e criando confusão, dizendo nada com coisa nenhuma, a única coisa certa é que domingo tem Track Day no autódromo, e semana que vem Regional, e que o autódromo vai virar um gigantesco acampamento durante a Rio+20 durante o mês de maio. Espero que não destruam tudo lá dentro porque vai ser difícil a gente conseguir recuperar, considerando que a prefeitura está louquinha para interditar definitivamente o autódromo por falta de segurança ou estrutura, tudo para justificar a entrada das construtora.
Acompanhem a CPI do Cachoeira com atenção, já acharam o Maia, daqui a pouco cai no colo do @eduardopaes_ , vamos ver quem sobra dessa bagaça, o tempo está passando.
Nos vemos na pista!
Falta diálogo para novo autódromo do Rio
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, iniciou ontem sua ofensiva para evitar que o novo autódromo carioca, a ser erguido em Deodoro, tenha seu local alterado. O político acionou seus aliados na Câmara dos Vereadores e marcou um encontro com o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, para apresentar o cronograma de obras.
Na terça-feira, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) se manifestou contra a construção do autódromo, porque ele ficará dentro de uma área protegida pelo Plano Diretor da cidade. Sugeriu que a instalação continue em Deodoro mas seja transferida para um local que dista um quilômetro do que foi escolhido.
Paes já informou que não acatará o parecer e ontem recebeu o apoio de vereadores aliados na Câmara, que discursaram na tribuna. Certo de que não perderá a briga, o prefeito também marcou para o início de maio um encontro com o presidente da CBA para apresentar o cronograma de obras do novo autódromo no local atual.
– Só entrego o autódromo de Jacarepaguá para eles construírem o Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 quando o de Deodoro estiver pronto – salientou o presidente da CBA, que está resguardado por um acordo judicial para fazer tal afirmação.
O novo local sugerido pelo Consemac para o novo autódromo fica atrás do Centro Nacional de Tiro Esportivo, que também será usado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. E no terreno ao lado será construído o Parque Radical de Deodoro, que receberá as disputas de ciclismo BMX e mountain bike, além da canoagem slalom.
Prefeito repudia ideia de mudar autódromo
por Michel Castellar em 18.abr.2012 às 1:40h
Agora o circo vai pegar fogo!
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que não vai acatar o parecer do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) para trocar o local escolhido para a construção do novo autódromo carioca em Deodoro.
Paes contou que o máximo que fará será ir ao Consemac para detalhar o novo projeto e fazer os ajustes necessários para adequá-lo às exigências ambientais.
– Isso é um escândalo, principalmente, quando o próprio prefeito viaja para expor internacionalmente os planos ambientais do Rio e ainda vai receber a Rio +20. Não tem sentido arrancar milhares de árvores, se existem outras opções para a construção do autódromo – disse a pós-doutora da Universidade de Paris e professora de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a vereadora Sonia Rabello (PV).
Foi de Sonia o estudo que mostrou a impossibilidade de construção do autódromo no local escolhido. Ela explicou que há dois meses o Consemac tem tentado obter informações sobre o projeto em órgãos oficiais, sem sucesso.
Sonia recordou que a lei aprovada em 2010 para Deodoro receber o autódromo condicionava a aprovação dos órgãos ambientais. Ao saber que Paes não vai atender a solicitação, ela enfatizou a necessidade de mudança.
– Ele pode ir ao conselho e se explicar mas naquela área não vai dar. Ela era utilizada para o exército fazer treinamento de guerrilha, justamente porque é muito densa. Custo a crêr que o prefeito vai manter essa postura – disse Sonia garantindo que vai acionar o Ministério Público caso Paes não mude de ideia.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que não vai acatar o parecer do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) para trocar o local escolhido para a construção do novo autódromo carioca em Deodoro.
Paes contou que o máximo que fará será ir ao Consemac para detalhar o novo projeto e fazer os ajustes necessários para adequá-lo às exigências ambientais.
– Isso é um escândalo, principalmente, quando o próprio prefeito viaja para expor internacionalmente os planos ambientais do Rio e ainda vai receber a Rio +20. Não tem sentido arrancar milhares de árvores, se existem outras opções para a construção do autódromo – disse a pós-doutora da Universidade de Paris e professora de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a vereadora Sonia Rabello (PV).
Foi de Sonia o estudo que mostrou a impossibilidade de construção do autódromo no local escolhido. Ela explicou que há dois meses o Consemac tem tentado obter informações sobre o projeto em órgãos oficiais, sem sucesso.
Sonia recordou que a lei aprovada em 2010 para Deodoro receber o autódromo condicionava a aprovação dos órgãos ambientais. Ao saber que Paes não vai atender a solicitação, ela enfatizou a necessidade de mudança.
– Ele pode ir ao conselho e se explicar mas naquela área não vai dar. Ela era utilizada para o exército fazer treinamento de guerrilha, justamente porque é muito densa. Custo a crêr que o prefeito vai manter essa postura – disse Sonia garantindo que vai acionar o Ministério Público caso Paes não mude de ideia.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/rjtv-2edicao/t/edicoes/v/construcao-do-novo-autodromo-recebe-parecer-contrario-do-conselho-de-meio-ambiente/1911617/
Na verdade toda essa discussão é estéril e inútil e o prefeito demonstra hoje uma preocupação que nunca teve nos últimos três anos para construir esse autódromo, era pra ter se preocupado a partir do momento que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos, mas tudo que fez até agora foi fugir de sua responsabilidade, da mesma forma que o Conepac poderia ter dado esse parecer a mais tempo em vez de ter esperado a prefeitura fazer o edital da obra e a CBA apresentar o projeto.
Tudo isso é perda de tempo, como disse o Dr. Zeraik na reportagem, a CBA vai ter que analisar o novo, local, se é que ele realmente existe, para ver se é factível a construção da pista, aí vai ter que fazer um novo projeto, uma nova licitação, e o mais engraçado de tudo isso é que o governo federal passou para o governo do estado a atribuição de construir a pista, então o prefeito não tem que dar nenhum pitaco nessa história e quem tem que dar o parecer ambiental é o INEA e não o Conepac, e tudo isso vai atrasar o cronograma, se é que ele existe nesse país de tudo feito nas coxas de qualquer jeito.
No fundo o que estamos assitindo é um teatrinho de falso interesse, a CBA está lá com o acordo na mão pronta para entrar na justiça se fecharem o autódromo antes do prazo, os jornais e, pasmen, até mesmo a Globo depois daquela matéria mequetrefe sobre a Vila Autódromo, assume que a obra do parque Olímpico só sai depois que entregarem a nova pista.
Todos os envolvidos sabem as suas responsabilidades, mas ficam só no blá-blá-blá e não fazem nada, há três anos estamos esperando a resolução desse problema e agora querem ganhar no grito? Mas não vão mesmo, e digo mais: com essa CPI sobre a Delta e o Cachoeira, pode ainda atingir muita gente, inclusive o prefeito, que assinou contratos com essa empreiteira para várias obras pela cidade.
Por isso a pressão tem que continuar, enviem a hashtag #ORionaopodeficarsemautodromo para o prefeito, governador, casa civil, presidencia da república, ministério do esporte, jornais, revistas, jornalistas especializados, precisamos manter isso na pauta de discussão até que o assunto esteja encerrado, seja com a construção de uma nova pista ou a manutenção da atualmente existente.
Apesar de todos os necrológios antecipados que volta e meia aparecem na mídia, principalmente eletrônica, ainda é cedo para jogar a pal de cal sobre a pista. O fato de ficarem afirmando que o local é o "coração dos Jogos" não significa nada, isso pode ser mudado de várias formas, a começar pela impossibildade de construção de uma nova pista em novo lugar, seja por questões ambientais ou imobiliárias, o autódormo pode ficar onde está e o Parque ser mudado para outro local, dada a sua natureza provisória, logo ele pode ser construído em qualquer lugar porque não será permanente, até porque o objetivo posterior é transformar a área onde ele for construído em investimentos imobiliários, logo pode-se usar outros espaços dentro da própria Barra da Tijuca, ou Camorim, como queiram, para esse empreendimento. O que não pode acontecer é vermos essa postura nazi-facista neoliberal de colocar o lucro acima da vidas das pessoas só para agradar meia-dúzia de empreiteiras que só conseguem contratos através de meios espúrios e troca de interesses.
O momento é propício para atacarmos essa proposta de demolição de Jacarepaguá, o custo dessa obra está supervalorizado, a não-construção de uma nova pista economizaria para os cofres públicos mais de meio milhão de reais, por alto, e com isso seria dada uma lição de gestão consciente de recursos públicos, pois quem gerencia a Copa e Olimpíada não está interessado nisso, quer apenas lucrar o máximo possível e depois levar seu cirquinho para outro lugar.
Algum tempo atrás comentei aqui no blog a respeito da MotoGP, quando ela deixou de ser realizada aqui no Rio algumas projeções indicavam que o evento trazia cerca de de 200 milhões de reais por ano para a cidade, se fizermos a conta do que a cidade já perdeu desde que o evento parou de ser feito aqui dá uma quantia considerável, isso sem contar a F-Indy que também tinha um grande público, projeção nacional e internacional e acontecia todo ano, ao contrário da Copa e Olimpíada que só acontecem uma vez a cada 50 anos e duram apenas 15 dias, o custo-benefício desses mega-eventos para a cidade não se pagam nem a longo prazo, basta pegar a África do Sul, que sediou a última Copa, estádios estão sendo demolidos por falta de uso e por serem muito caros para manter, a mesma coisa vai acontecer aqui depois da Copa e ainda por cima querem demolir a única arena esportiva que de fato traz lucro para a cidade? Onde os governantes estão com a cabeça? Melhor ainda, quem está cegando os olhos deles para não enxergarem o óbvio, que o Rio de Janeiro não pode perder seu autódromo?
Sou contra a demolição de Jacarepaguá, sempre fui desde o início deste blog, menos pelo automobilismo mais pelo fato de como cidadão carioca não posso assistir calado um descalabro desses, de se gastar dinheiro para destruir um equipamento que funciona para fazer outro e no lugar deste vender o terreno por 1/3 do que ele vale para a especulação imobiliária deteriorar mais ainda as condições ambientais do bairro.
Aliás, falando em questão ambiental, já que há impedimento para a construção em Deodoro, aviso que o Parque também tem impedimento para construção na área de autódromo, apesar dos neo-bobos verdes afirmarem que Jacarepaguá é uma área degradada, durante a reforma para a construção do oval a vegetação das áreas internas da pista foram refeitas e hoje são o último abrigo para dezenas de espécimes de aves que fugiram da destruição de seus habitats naturais dentro do bairro de Jacarepaguá e adjacencias, a destruição dessa área verde trará um impacto ambiental tão grande quato a derrubada de árvores em Deodoro, duvidam? Procurem por "Biovert" na busca do blog e acharão.
Por fim, estamos diante de um bando de gente batendo cabeça e criando confusão, dizendo nada com coisa nenhuma, a única coisa certa é que domingo tem Track Day no autódromo, e semana que vem Regional, e que o autódromo vai virar um gigantesco acampamento durante a Rio+20 durante o mês de maio. Espero que não destruam tudo lá dentro porque vai ser difícil a gente conseguir recuperar, considerando que a prefeitura está louquinha para interditar definitivamente o autódromo por falta de segurança ou estrutura, tudo para justificar a entrada das construtora.
Acompanhem a CPI do Cachoeira com atenção, já acharam o Maia, daqui a pouco cai no colo do @eduardopaes_ , vamos ver quem sobra dessa bagaça, o tempo está passando.
Nos vemos na pista!
4/18/2012
Os pilotos da F-Truck falam sobre Jacarepaguá.
Já que a nossa opinião não conta, que tal a dos pilotos da F-Truck, que tal a palavra de Wilson Fittipaldi Jr. , Christian Fittipaldi e Felipe Giafonne?
E não é demais lembrar que depois de 2016 a única esperança da cidade receber um verdadeiro mega-evento virá do automobilismo, pois a própria população estará saturada de esportes olímpicos e futebol.
Continuem bombardeando o prefeito @eduardopaes_ com a nossa hashtag #ORionaopodeficarsemautodromo e com o link dessa entrevista, pra ele ver o tamanho do prejuízo que estará trazendo para a nossa cidade se ficarmos sem autódromo.
E não é demais lembrar que depois de 2016 a única esperança da cidade receber um verdadeiro mega-evento virá do automobilismo, pois a própria população estará saturada de esportes olímpicos e futebol.
Continuem bombardeando o prefeito @eduardopaes_ com a nossa hashtag #ORionaopodeficarsemautodromo e com o link dessa entrevista, pra ele ver o tamanho do prejuízo que estará trazendo para a nossa cidade se ficarmos sem autódromo.
4/17/2012
A casa caiu
É uma bomba daquelas, leiam:
Isso explica a pressa das construtoras em meter o pé na porta do autódromo, porque sabiam que poderia vir o veto a qualquer momento, aliás, a população do lugar já vinha há anos pleiteando a criação de um parque no local, a ida do autódromo para lá foi uma manobra evasiva da prefeitura para enganar a CBA e conseguir que a proposta de demolição de Jacarepaguá fosse aceita mais facilmente.
Não há terreno, nunca houve, isso explica a lentidão do exército para deixar o local, agora querem colocar o autódromo no lugar do Parque Radical, impossível porque este vai ser usado nos Jogos, então o que resta é manter a pista onde está e se mudar o Parque Olímpico.
Vai ver que é por isso que o presidente do COB declarou ontem em entrevista que o parque poderia ser construído até 2015, para dar tempo da prefeitura construir um outra pista em outro local, e provavelmente isso não acontecerá pois tudo o que foi feito até agora foi jogado fora com esse veto, seis anos gastos para nada, projeto, especificações vôos de helicóptero, tudo para dar de cara com o óbvio, que a região é um remanescente de mata nativa que deve ser preservada.
Com isso devemos concentrar nossos esforços em manter Jacarepaguá funcionando a todo vapor, para impedir que a prefeitura feche a pista na nossa cara, a começar por transformar o autódromo em camping durante a Rio+20, que impedirá as atividades automobilisticas por pelo menos um mês.
A coisa toda começa a fazer água, Deodoro é aquilo que sempre imaginei: uma cortina de fumaça para iludir os crédulos, agora a realidade nos obriga a agir e isso tem que ser rápido.
O projeto do Parque Olímpico vai ter que ser modificado, ou então levado para outro lugar, com isso fica impossível fechar o autódromo ou tentar desalojar as pessoas da Vila, tudo deixa de fazer sentido, o impedimento legal pelo acordo é claro, sem novo autódromo Jacarepaguá não fecha e diante dessa impossibildiade de usar o terreno previamente escolhido e demarcado, cujo projeto já foi apresentado só nos resta obrigar a prefeitura a sentar com o COB e COI e fazer outro planejamento pois o que estava previsto não vai acontecer.
Dá tempo, ainda temos 4 anos, muita coisa vai passar por baixo da ponte, inclusive prefeitos, é ano de eleição, e considerando (aquela velha história) que o Paes foi eleito por apenas 1/3 dos votos válidos e por uma margem de 55 mil votos de diferença em relação ao Fernando Gabeira, sem falar que o caos instalado na cidade está deixando as pessoas com tanta raiva do prefeito, e que não vai conseguir entregar nenhuma obra pronta antes da eleição, que acho muito difícil ele se eleger, e que provavelmente ele não se reelegando, quem vier no lugar dele vai parar essa loucura toda.
Veremos.
Autódromo de Deodoro dançou…
por Michel Castellar em 17.abr.2012 às 16:17h
E a coisa começa a ficar feia…
Nesta terça-feira, em reunião presidida pelo secretário municipal de Meio Ambiente e VICE-PREFEITO, Carlos Alberto Muniz, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) aprovou um envio de um parecer para o prefeito carioca Eduardo Paes, com o pedido de alteração no local previsto para a construção do Autódromo de Deodoro.
De acordo com o Consemac, o local escolhido para o autódromo “impactará diretamente o Morro da Estação – Sítio de Relevante Interesse Paisagístico e Ambiental Municipal, assim definido pelo art. 117, VIII, do Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro”. E, com isso, a prefeitura não poderá acatar a licença ambiental que será emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Nem preciso dizer que, com isso, além de o caso ir para na Justiça, caso o prefeito não acate o parecer, todo o projeto montado para a construção do Autódromo de Deodoro irá para o lixo e precisará recomeçar do zero.
A sugestão do Consemac é a de que o autódromo seja construído ainda em Deodoro, mas em uma área distante um quilômetro da que foi escolhida.
Lembro que a construção do Autódromo de Deodoro é condição para a demolição da pista de Jacarepaguá e o surgimento do Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016.
Informe do Dia: Problemão olímpico
POR Fernando Molica
Rio - O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac) condenou ontem a construção do novo autódromo em um terreno de Deodoro cedido pelo Exército. A decisão complica as obras do Parque Olímpico na área do atual autódromo: um acordo prevê que os trabalhos só começarão depois do término do novo circuito.
Entre os presentes à reunião estava o vice-prefeito e secretário do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, que também foi contra o uso do terreno. Para os conselheiros, a área é inadequada por ser coberta de vegetação de Mata Atlântica.
Paes quer explicar
A assessoria de Eduardo Paes disse que ele não vai acatar a decisão do Consemac. A prefeitura negou conflitos com Muniz e disse que o prefeito irá explicar o projeto aos conselheiros. No Parque Olímpico ficarão algumas das principais arenas dos Jogos.
Corretagem verde
Os conselheiros querem levar o autódromo para outra área militar, a um quilômetro da escolhida. O problema, disseram, seria a resistência do Exército: este terreno teria maior valor comercial e seria facilmente vendido para particulares.
Entre os presentes à reunião estava o vice-prefeito e secretário do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, que também foi contra o uso do terreno. Para os conselheiros, a área é inadequada por ser coberta de vegetação de Mata Atlântica.
Paes quer explicar
A assessoria de Eduardo Paes disse que ele não vai acatar a decisão do Consemac. A prefeitura negou conflitos com Muniz e disse que o prefeito irá explicar o projeto aos conselheiros. No Parque Olímpico ficarão algumas das principais arenas dos Jogos.
Corretagem verde
Os conselheiros querem levar o autódromo para outra área militar, a um quilômetro da escolhida. O problema, disseram, seria a resistência do Exército: este terreno teria maior valor comercial e seria facilmente vendido para particulares.
Isso explica a pressa das construtoras em meter o pé na porta do autódromo, porque sabiam que poderia vir o veto a qualquer momento, aliás, a população do lugar já vinha há anos pleiteando a criação de um parque no local, a ida do autódromo para lá foi uma manobra evasiva da prefeitura para enganar a CBA e conseguir que a proposta de demolição de Jacarepaguá fosse aceita mais facilmente.
Não há terreno, nunca houve, isso explica a lentidão do exército para deixar o local, agora querem colocar o autódromo no lugar do Parque Radical, impossível porque este vai ser usado nos Jogos, então o que resta é manter a pista onde está e se mudar o Parque Olímpico.
Vai ver que é por isso que o presidente do COB declarou ontem em entrevista que o parque poderia ser construído até 2015, para dar tempo da prefeitura construir um outra pista em outro local, e provavelmente isso não acontecerá pois tudo o que foi feito até agora foi jogado fora com esse veto, seis anos gastos para nada, projeto, especificações vôos de helicóptero, tudo para dar de cara com o óbvio, que a região é um remanescente de mata nativa que deve ser preservada.
Com isso devemos concentrar nossos esforços em manter Jacarepaguá funcionando a todo vapor, para impedir que a prefeitura feche a pista na nossa cara, a começar por transformar o autódromo em camping durante a Rio+20, que impedirá as atividades automobilisticas por pelo menos um mês.
A coisa toda começa a fazer água, Deodoro é aquilo que sempre imaginei: uma cortina de fumaça para iludir os crédulos, agora a realidade nos obriga a agir e isso tem que ser rápido.
O projeto do Parque Olímpico vai ter que ser modificado, ou então levado para outro lugar, com isso fica impossível fechar o autódromo ou tentar desalojar as pessoas da Vila, tudo deixa de fazer sentido, o impedimento legal pelo acordo é claro, sem novo autódromo Jacarepaguá não fecha e diante dessa impossibildiade de usar o terreno previamente escolhido e demarcado, cujo projeto já foi apresentado só nos resta obrigar a prefeitura a sentar com o COB e COI e fazer outro planejamento pois o que estava previsto não vai acontecer.
Dá tempo, ainda temos 4 anos, muita coisa vai passar por baixo da ponte, inclusive prefeitos, é ano de eleição, e considerando (aquela velha história) que o Paes foi eleito por apenas 1/3 dos votos válidos e por uma margem de 55 mil votos de diferença em relação ao Fernando Gabeira, sem falar que o caos instalado na cidade está deixando as pessoas com tanta raiva do prefeito, e que não vai conseguir entregar nenhuma obra pronta antes da eleição, que acho muito difícil ele se eleger, e que provavelmente ele não se reelegando, quem vier no lugar dele vai parar essa loucura toda.
Veremos.
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