1/27/2012
Ou dá ou desce
Segundo o promotor, ele entendeu que a prefeitura não vem obedecendo os acordos firmados desde a intervenção do Pan 2007, pois em 2008 ela descumpriu a determinação de recuperar o autódromo. Naquela época sequer sonhávamos em realizar a olimpíada, mas o compromisso foi varrido para baixo do tapete pelo prefeito que deixava o cargo e jamais assumido pelo que o sucedeu.
Na verdade existe uma pegadinha jurídica, que não sei seria verdade, mas de que a prefeitura não teria homologado o acordo na justiça e que, internamente, eles tratem o acordo como algo sem valor jurídico, mas acredito, e o promotor entendeu assim, que quando entidades do peso de uma prefeitura, de um ministério dos esportes, a confederação brasileira de automobilismo e o comitê olimpico brasileiro assinam alguma coisa entre si é porque a coisa é séria o suficiente para ter valor jurídico e ser cumprida à risca.
Se a prefeitura vier alegando que o acordo não tem valor porque este não foi ratificado na justiça ela estará se entregando, pois era sua atribuição fazê-lo e o fato de não ter feito demonstra dolo e falta de compromisso entre ela e as partes envolvidas no processo. Essa representação na justiça pode significar uma grande dor de cabeça para a prefeitura, agora vai depender do empenho do promotor e das injunções políticas que virão no decorrer do processo. A CBA quer uma resolução do problema, que digam se o autódromo será o ou construído. Se for ela quer prazos, se não for, que o autódromo atual seja recuperado imediatamente, pois essa resolução já está atrasada quatro anos.
A CBA está no caminho certo, depois de tantos anos aparentando inércia em menos de um mês colocou a prefeitura na parede, mas ainda há muito caminho a percorrer, o próximo passo é apresentar um projeto de recuperação do autódromo de Jacarepaguá com o custo aproximado de sua recuperação, que provavelmente será muito menor e muito menos complicado do que construir um novo autódromo em uma região preservada da Zona Norte da cidade, onde irá enfrentar pressões de ecologistas e de direitos humanos devido ao local ter comunidades à volta e uma resquício de mata atlantica preservada.
Ainda há tempo de mudar o projeto preservando a nossa praça esportiva, pois equipamentos provisórios podem ser construidos em qualquer lugar desde que hajam as condições de infra-estrutura necessárias, não creio que um paliativo de colocar o complexo olímpico em outro ponto da Abelardo Bueno seja problemático, basta querer, pois há muito espaço para isso.
Agora é esperar a resposta da justiça do "lado de lá", com a prefeitura com toda a sua tropa de choque preparada para impedir que ações na justiça obstruissem o processo de construção dos equipamentos olímpicos.
Leiam abaixo a íntegra do comunicado da CBA:
O Promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves, do 10º Centro Regional do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro resolveu, com base na Constituição Federal, abrir Inquérito Civil contra a Prefeitura do Rio de Janeiro referente à situação do Autódromo de Jacarepaguá. Para tomar tal decisão o promotor considerou que o acordo firmado judicialmente, fixando ao Município a obrigação de recuperar o circuito de padrão internacional, com início das obras até junho de 2008, não aconteceu. A decisão foi elogiada pelo Diretor Jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo O(CBA), Dr. Felippe Zeraik:
"O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, desde o primeiro momento, vem sendo um grande aliado da Confederação Brasileira de Automobilismo na luta pela manutenção do Autódromo do Rio de Janeiro, preservando o patrimônio cultural e desportivo da cidade."
Zeraik salientou ainda que que acredita que o Prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao responder o ofício do Ministério Público Estadual, confirmará que somente desativará o Autódromo de Jacarepaguá, após a inauguração do Autódromo de Deodoro, nos termos do acordo firmado pela CBA, Prefeitura do Rio de Janeiro, Ministério dos Esportes e Comitê Olímpico Brasileiro.
Outro ponto importante destacado pelo Promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves - que pertence à 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva -, foi considerar que representa mais uma violação ao acordo firmado entre a CBA e orgãos públicos como o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro, o fato de o edital de construção do Parque Olímpico não prever a construção de um novo autódromo, "o que também representa violação ao acordado judicialmente", como consta da portaria baixada por Pacheco Alves.
Para o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, a notícia mostra que a preservação do automobilismo carioca e de um símbolo do esporte a motor brasileiro conseguiu um importante avanço:
"É uma árdua e longa briga, mas a cada batalha vencida, como esta, conseguimos avanços significativos na defesa dos interesses do nosso esporte."
1/21/2012
Voltando com a programação normal.
Nesse final de semana, coincidindo com o feriado de São Sebastião, a FAERJ promove uma trinca de eventos para pilotos e entusiastas do automobilismo.
E já temos o calendário de 2012, o que já nos ajuda a planejar os próximos encontros.
| CAMPEONATO ESTADUAL DE TURISMO 2012 | |
| treino livre | 21 de janeiro |
| 1o. evento | 25 / 26 de fevereiro |
| 2o. evento | 17 / 18 de março |
| 3o. evento | 28 / 29 de abril |
| 4o. evento | 21 / 22 de julho |
| 5o. evento | 25 / 26 de agosto |
| 6o. evento | 22 / 23 de setembro |
| 7o. evento | 13 / 14 de outubro |
| 8o. evento | 17 / 18 de novembro |
| 9o. Evento | 08 / 09 de dezembro |
Nesta sexta tivemos os treinos da arrancada e uma novidade, o Rachão.
Como já falei no post anterior, a idéia é atrair mais adeptos pra arrancada, o prêmio em dinheiro se torna um incentivo a mais, pois pelo menos alivia os custos ou então paga a festa do vencedor.
O que vi no autódromo, depois de dois meses fechado é aquele cenário desolador de sempre, mato alto, instalações largadas, pessoal reclamando dos banheiros imundos, da sujeira de modo geral do autódromo.
Cabe aqui uma explicação, quando não há corrida no autódromo, ninguém cudia dele, ninguém mesmo, as faxineiras que vemos nos eventos, mesmo do regionais, são contratadas pela FAERJ ou por outro promotor, a prefeitura não disponibiliza um úniico gari para varrer o chão ou uma caçamba de lixo, nada, é como se aquilo não existisse para eles.
Como se não bastasse a sujeira, ainda temos a depredação e o furto de equipamentos, são caixas de descargas roubadas ou quebradas, lampadas furtadas, em suma, um festival de vandalismo que estranhamente não é completado com pixações nas paredes ou as portas de vidro da sala de imprensa destruídas, o que é estranho, e demonstra claramente que o que acontece lá dentro é uma forma de desestimular que vem ao autódromo, pois não basta deixar sujo, tem que quebrar coisas de uso, tem que cortar a água do autódromo, desligar a luz também ajuda, ainda não depredaram os compressores de ar porque eles são trancados a sete chaves, mas mesmo assim vários boxes estão com as linhas de ar danificadas, outros boxes tem problemas de iluminação, em suma, um caos provocado intencionalmente com o objetivo de impedir e dificultar o uso do autódromo.
Mas vocês me perguntam "então como é que vão fazer corridas ali?", Simples, é o que temos, e vamos usar até que solucionem o problema em que nos enfiaram.
A prefeitura vem há seis anos fugindo de sua responsabildiade, primeiro fechou a pista, depois de quase seis meses do Pan reabriu a contragosto devido à ameaça da CBA meter um processo em cima deles, mais pra frente se recusou a começar a reforma do autódromo jogando a responsabilidade para o novo prefeito, depois veio com essa idéia estapafúrdia de que se ganhássemos o direito de sediar os Jogos Olímpicos um novo autódromo seria construído, primeiro no mesmo lugar, depois em outro lugar incerto e não sabido, mais adiante decidiram que iria ser em Deodoro, mas faltava tudo, projeto, dinheiro, cronograma, aí veio um projeto oferecido pela CBA, na prefeitura botaram mil defeitos, enfiaram um monte de coisa (urbanização do entorno, por exemplo) pra encarecer mais ainda a obra e jogaram a conta para o governo federal. Este disse que não vai fazer nada sem as licitações, aí descobrimos que com a saída do minstro Orlando Silva o espaço destinado para o projeto do novo autódromo era um imenso espaço vazio.
E enquanto isso se não fosse a F-Truck o autódromo teria sido tomado definivamente pelo mato, ano retrasado eles vieram pela primeira vez ao Rio e gastaram uma pequena fortuna pra deixar o autódromo um brinco - comparado com a lixeira que estava antes, ficou mesmo - e assim conseguimos passar o ano de 2010 com dignidade.
Tivemos a corrida do Milhão naqquele ano, uma novidade, uma prova longa com os Stock-car, com o boxe na área do antigo pit da Indy, deu super certo, eu apostava que finalmente depois de 4 anos Jacarepaguá começava a recuperar seu brilho, nem que fosse para passá-lo ao novo autódromo quando estivesse pronto, ledo engano.
Em 2011 tivemos menos corridas,"é a crise", diziam, mas na verdade os custos para se fazer um evento no Rio estavam se tornando caros, o aumento do status da cidade se transformou em diárias mais caras e hotéis lotados mesmo fora de época de grandes feriados ou shows, a cidade começou a ficar cara, perdemios a corrida do Milhão e alguns organizadores preferiram pular Jacarepaguá e fazer eventos em outras praças.
Agora 6 anos depois que as escavadeiras da EMOP arrancaram o asfalto da Nonato para construir o elefante de cimento em cima,a situação continua a mesma, a F-Truck vai mais uma vez "salvar a pátria" vindo correr no começo de abril, mas precisamente dia 1º (e não é mentira), e olha que pediram que eles mudassem seu cronograma , pois a idéia é que viessem em setembro, se isso acontecesse os carros da turismo teriam que ser equipados com foices para podem abrir caminho, então até final de março teremos que conviver com banheiros quebrados, mato na altura da cintura (e em alguns lugares até mais alto), uma situação precária que não agrada a ninguém mas que poderia ser pior se não tivéssemos a FAERJ e o RMC para ainda realizar os eventos regionais, tentando manter o autódromo minimamente utilizavel até que venha um grande promotor para fazer as coisas ficarem um pouco menos ruins.
Mas voltando ao evento de hoje (sexta), gostei do que vi, haviam poucos carros é verdade, mas cheguei quase às cinco para ver o tal do Rachão, se a coisa funcionaria a contento, foi até bastante rápido, em pouco mais de uma hora já tínhamos o vencedor, que, feliz, levou os quinhentos reais pra casa.
Seguem algumas fotos e filmes do que vi hoje, à medida que eu for recebendo links de outros sites que fizeram mais fotos posto aqui:
1/18/2012
E enquanto isso em uma sala do tribunal de Justiça...
Reunida em assembléia, em 17 de janeiro, a Associação de Moradores e Pescadores da Vila Autódromo comemora a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública, de atender à ação que movemos, junto com o Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, e suspender a licitação convocada para o dia 18 de janeiro de 2012 por edital para a Parceira Público-Privada para a construção do Parque Olímpico. Ao suspender esta licitação, reconheceu a Justiça que os direitos da comunidade estão ameaçados pela ação da Prefeitura, que apenas se tem preocupado em favorecer grandes empreiteiras.
A suspensão da licitação oferece ao governo e, sobretudo, à sociedade carioca um tempo para refletir sobre as dramáticas consequências da ação da Prefeitura que, de maneira truculenta, vem removendo de maneira absolutamente ilegal milhares de famílias de suas comunidades e residências. A realização da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 não podem servir de pretexto para a entrega de recursos e terras públicas para grandes empreiteiras, nem para a expulsão de bairros e comunidades populares.
Hoje comemoramos mais uma vitória de nossa comunidade. É uma luta que vem dos anos 1990, quando conquistamos o reconhecimento de nosso Direito Real de Uso e tivemos o estabelecimento legal da Zona Especial de Interesse Social. Na preparação dos Jogos Panamericanos tentaram nos expulsar. Agora voltam a nos ameaçar, atemorizar e pressionar, para entregar nossa área aos especuladores.
Nós dizemos não, não nos moverão. Pelo nosso Direito à Moradia, lutaremos até o fim.
18/01/2012 16h35 - Atualizado em 18/01/2012 18h59
Justiça acata pedido da CBA contra licitação do Parque Olímpico do Rio
Obras dos Jogos Olímpicos de 2016 no autódromo Nelson Piquet ficarão paralisadas até que seja construída uma nova arena para a CBA na cidade
Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Menos de um mês após solicitar judicialmente a impugnação das obras do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Automobilismo conseguiu um parecer favorável da Justiça, no sentido de manter em funcionamento o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, até que seja erguido um novo local para a disputa de competições motorizadas na cidade. Desta forma, as obras que visam os Jogos Olímpicos de 2016 ficam paralisadas até que o Comitê Olímpico Brasileiro e os órgãos governamentais envolvidos no processo garantam a construção de uma nova arena para a CBA.
A decisão foi tomada pela Dra. Roseli Nalin, Juíza da 6ª. Vara de Fazenda Pública do Estado do Rio de Janeiro, que deferiu o mandado de segurança impetrado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e suspendeu o processo licitatório CO 001/2011 – referente à construção do Parque Olímpico carioca. O projeto prevê a construção de instalações esportivas específicas para os Jogos de 2016 exatamente na área onde está situado o autódromo, na zona oeste da cidade, e a licitação estava programada para acontecer nesta quarta-feira.
- A Sra. Roseli Nalin identificou no nosso mandato um vício formal no processo licitatório que contraria o acordo celebrado com autoridades municipais, estaduais e federais que garantem a manutenção do autódromo de Jacarepaguá até que um novo local apto a receber provas de Fórmula 1 seja construído e esteja em operação – disse o diretor jurídico da CBA, Dr. Felippe Zeraik.
O presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, declarou recentemente eu não é contrário à realização dos Jogos Olímpicos na cidade, mas salienta que a decisão de suspender a licitação do Parque Olímpico é uma forma de manter as condições necessárias para a prática do automobilismo no Rio de Janeiro.
Quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu a cidade, ficou acordado que a União e a Prefeitura identificariam, junto à CBA, uma área de 1.200.000 m² em condições de abrigar um autódromo apto para a Fórmula 1 e um também kartódromo. Apenas após a construção e a inauguração do novo Autódromo Internacional é que o autódromo atual seria desativado. O local escolhido para a construção da nova pista é o bairro de Deodoro, no subúrbio carioca.
No início da noite deta quarta, a prefeitura divulgou uma nota oficial sobre o caso. Confira a íntegra:
"A Prefeitura do Rio vai prestar todos os esclarecimentos à Justiça sobre a licitação do Parque Olímpico. Em relação à liminar expedida pela 5ª Vara de Fazenda Pública, o município vai deixar claro que a realização da licitação não implica a retirada imediata dos moradores da Vila Autódromo e as alternativas de moradia para a comunidade já foram apresentadas. Todos serão transferidos para um condomínio de qualidade que vai ser construído em um terreno na Estrada dos Bandeirantes a menos de 1 km. O espaço vai reunir 920 apartamentos de dois ou três quartos, além de creche e comércio. A população só sairá da comunidade depois que as novas casas estiverem prontas. É importante destacar que algumas construções hoje estão numa área sujeita a inundações e na faixa marginal de proteção da Lagoa de Jacarepaguá.
Sobre a liminar expedida pela 6ª Vara de Fazenda Pública, a Prefeitura vai reiterar que está mantido o compromisso firmado entre o município, a União, o Comitê Olímpico Brasileiro e a CBA de apenas dar início às obras do Parque Olímpico no terreno onde hoje está o Autódromo a partir da construção em Deodoro de um novo autódromo com padrões internacionais - uma obrigação que é do Governo Federal. O que a prefeitura iniciou foi somente o processo licitatório do Parque Olímpico, mas as obras estão condicionadas ao acordo estabelecido com a CBA. Vale destacar que a Prefeitura já aprovou na Câmara projeto de lei autorizando a construção do espaço em Deodoro pelo Governo Federal.
Independentemente das liminares expedidas pela Justiça, a data da licitação prevista para hoje (18 de janeiro) já tinha sido adiada pela própria Prefeitura para o dia 05 de março. O prazo foi modificado com a republicação ontem do edital para substituir as atribuições de construir os centros de tênis e de esportes aquáticos pela construção dos três pavilhões esportivos permanentes do Parque Olímpico, que futuramente irão compor o Centro Olímpico de Treinamento, o primeiro da América Latina para atletas de alto rendimento.”
Bom, o que posso dizer? Parabéns a todos os envolvidos.
Aos moradores da Vila Autódromo pela sua luta perseverante, que acompanho desde comecei este blog, fico feliz que sua luta não tem sido em vão, tenho acompanhado o trabalho deles nas redes sociais e sei que a caminhada tem sido longa, afinal eles estão lutando por suas casas, as quais tem o direito legítimo de morar, e não de serem escorraçadas para outro lugar "menos nobre" só porque os acordos espúrios entre a pessoa que ocupa a cadeira de prefeito e o poder economico assim quer.
À CBA, como escrevi no final do ano passado, estou dando um voto de confiança, querendo acreditar que estão no caminho certo. Impedir as obras sobre o terreno do autódromo até que Deodoro esteja pronto e funcionando é o mínimo que se espera de uma entidade que já foi ludibriada várias vezes. Agiu de boa fé, representando uma comunidade de pessoas, e pelo menos dessa vez, fez valer a força de seu nome, tradição e história.
Claro que a batalha ganha não significa que a guerra acabou, pisamos em terreno minado agora, o rancor e as ações truculentas podem acontecer a qualquer momento, pois como tivemos exemplos durante o Pan 2007, muitas arbritariedades foram cometidas, e na época eles ainda não dispunham dos instrumentos legais que hoje dão ao prefeito poderes ilimitados remover quem quer que seja para atender "interesse público", só que nesse caso específico do autódromo todas as ações que estão sendo conjecturadas são de claro cunho de especulação imobiliária.
Senão vejamos, 1,4 bilhão de reais para construir galpões que serão usados apenas por quinze dias de competição? Fala sério, quem é o maluco que vai pagar essa conta? E o pior, dinheiro do governo, ou subsidado pelo governo, tanto faz, pra alimentar conta bancária de empreiteira, dinheiro esse que volta para mão do político em forma de "ajuda de campanha", e a gente pagando tudo? Pára com isso, não vamos aceitar de novo essa pouca-vergonha.
Esse ano é ano de eleição e o prefeito com certeza dorme todas as noites pensando como ganhou uma eleição com apoio de apenas 1/3 do eleitorado e por uma margem de pouco mais de 55 mil votos.
Por mais que os candidatos de oposição sejam um fracasso (que tal a aliança Maia/Garotinho? Bom né?), e o forte apoio do governo federal, tanto é que catou um vice-prefeito do PT para dar uma turbinada na candidatura junto à base aliada, ato que foi repudiado pela bancada carioca petista, mas nada que uns dois telefonemas vindos de Brasília não resolvam, mas com certeza hoje o cenário se por um lado parece favorável, pode sofrer uma reviravolta a qualquer momento, o gelo está muito fino, se não fosse a incompetência da oposição em apresentar um candidato palatável com certeza as revistas semanais estariam estampando nas suas capas os escandalos na administração da prefeitura carioca.
A questão do autódromo é clara: o projeto olímpico prevê a desocupação completa da área, e mantendo-se a Vila Autódromo onde está hoje e se retirando apenas aquelas pessoas que realmete estão infringindo a lei não respeitando a margem da lagoa, a coisa não anda e com isso não aparecem interessados, sem licitação o dinheiro do governo federal não sai, deixando a prefeitura sozinha pra bancar o projeto.
Ainda há margem de manobra de tempo, chutaram a apresentação da licitação para março, junto com a visita prevista da comitiva do COI, até lá eles devem estar contando que alguma empresa estrangeira tope fazer a empreitada, talvez a mesma empresa que fez os equipamentos de Londres, já que ela é que montou o projeto do Parque Olimpico.
Há muitas variáveis em jogo, uma delas é que o czar do COB, vai deixar a presidencia da entidade e de sua cadeira no COI, ficando apenas com um cargo da Rio 2016, o comitê organizador do evento. Isso tira de cima da questão do autódromo uma pressão medonha da mídia que a cada declaração sua aumentava o coro do "não podemos passar vergonha".
Vale a pena ressaltar que desde que a presidente Dilma assumiu o governo, nenhum representante federal participou das reuniões do comitê organizador, aliás, desde a queda de Orlando Silva o governo se afastou das negociações, e agora, na dança das cadeiras dos ministérios surge o boato de que Marcio Fortes, nomeado como a Autoridade Olímpica, seria chamado para assumir o Minsitério das Cidades, aí não sei se a presidente manteria ele nos dois cargos ou chamaria outra pessoa para fazê-lo, mas isso mostra o quanto o governo vem dando importância para os Jogos.
A prefeitura diz que vai "prestar esclarecimentos à justiça". A titulo de quê? O edital é ambíguo, confuso, não trata da garatia do direito à moradia dos habitantes da Vila Autódromo, não dá garantias da construção do novo autódromo, a CBA viu na licitação um vício que foi reconhecido pela juíza da 6ª Vara de fazenda Pública, tanto é que foi dada a liminar.
Liminares pode ser cassadas, é fato, mas duvido que no momento, em que a prefeitura não tem nada na mão para barganhar ela queira se desgastar publicamente brigando por algo que ainda sequer começou, essas obras ainda podem esperar uns dois anos, e até lá teremos como provar que estes equipamentos podem ser construidos sobre o setor norte, aproveitando parte da pista que não está em uso desde 2006, e depois desmontados e aquela parte ser reintegrada ao traçado principal, isso pode ser feito porque o próprio projeto de Londres foi extensamente modificado, e também porque economizaria muito aos cofres da prefeitura, pois não haveria necessidade de construirem uma nova pista, economizando por baixo uns 500 milhões de reais, sem falar da questão da Vila Autódromo, cujo terreno onde querem construir as moradias está envolvido em uma nebulosa história de ser propriedade de um grupo da construção civil, além de estar todo enrolado de documentação, ser parcialmente dentro de uma APA e o pior de tudo, ia ser vendido pela prefeitura superfaturado, ainda bem que o MP inpediu a negociata e o prefeito dando uma de joão-sem-braço disse que a prefeitura ia fazer "uma sindicância" para apurar a situação do terreno, sei, até hoja não foi dito nada, mas voltaram de novo com a historinha de remoção.
Se colocarmos na ponta do lápis, sem o projeto do Parque, ou ele devidamente realocado para uma estrutura mais modesta e dentro da realidade, pode economizar aos cofres do país dois bilhões de reais em obras que não terão que ser feitas. Isso é muito dinheiro, e era muito interessante o MP pensar nisso antes de autorizar quaisquer gastos em obras especificas para os Jogos, até agora o que temos visto pela cidade são obras de infraestrutura de transportes, que se ficarem prontas como está sendo mostrada em vários vídeos na internet, transformarão a cidade em uma das melhores do país em termos de mobildiade urbana, isso é um legado que ficará por gerações, mas uma obra inútil para construir galpões provisórios para quinze dias de eventos, aí nesse caso é roubo mesmo.
Deodoro pode até ter "vantagens" sobre Jacarepaguá, mas ele ainda não existe, nem o traçado final está definido, ele é uma idéia e alguns arquivos de computador, mais nada, onde querem construí-lo é uma pequena reserva de mata atlantica, salva da urbanização em volta, registro história de quando a cidade era formada em sua maior parte por uma extensa cobertura vegetal, destruir esse pequeno habitat onde hoje tem até nascente é um crime muito maior que saquear o cofre da nação, é saquear um pouco que resta de qualidade de vida daquelas pessoas que moram no entorno do terreno, o mais certo a fazer é lhe dar uma destinação social como vinha sendo projetado quando o governo federal anunciou que iria desativar a Unidade de treinamento de Forças Especiais que existe ali.
Não sei da liberação deste terreno, o que sei é que no meio do ano passado o governo havia anunciado a desativação da unidade, mas passados seis meses ela continua lá, aguardando ordens, e enquanto isso nada de licitação, nada de projeto, etc etc e etc.
Agora, a nota da prefeitura, é descaradamente mentirosa quando chama os galpões de "Centro de treinamento olímpico permanente" quando a própria prefeitura já colocou claramente que estes equipamentos serão desmontados após os Jogos, é aquela velha história de repetir a mentira até que ela se torne verdade.
Outra cretinice é dizer que é a obrigação do governo federal construir o autódromo, ele passou a fazer parte dos encargos da cidade ao escolherem o terreno de Jacarepaguá para construir o Parque Olímpico. Muito a contragosto o governo está cedendo um espaço que seria melhor utilizado para assentamento de algumas milhares de a famílias no projeto "minha casa, minha vida" além de uma parte do dinheiro. O projeto e a construção do autódromo, bem como a urbanização do entorno são encargos da prefeitura, e o governo federal não tem que ficar pagando por capricho de empreiteira que fica cochichando no ouvido do prefeito o que a prefeitura tem o não que fazer. O Parque pode ser instalado, dadas as suas características provisórias, em qualquer ponto da Barra onde possa ser atendido por transporte público, se quiserem podem até construir na beira da praia se assim interessar, mas querer que o governo federal pague por esta extravagância é querer demais.
Creio que 2012 será mais um longo ano de expectaticas e frustações, mas pelo menos está começando bem animado.
1/16/2012
E enquanto isso, num certo autódromo sucateado...
Recebi um telefonema do Chiquinho, piloto do regional carioca e promotor da arrancada que é organizada pelo RMC, me passando os dados da programação desse final de semana, lembrando que dia 20 de janeiro aqui no Rio é feriado de São Sebastião.
Sexta:
Arrancada, inscrição R$ 120,00
Treino da arrancada e vistoria técnica das 11:00 até 15:00
Arrancada a partir das 13 até às 17 horas.
E agora a grande novidade: Rachão das 17 até às 19 horas, aproveitando o sol do horário de verão.
O que é: arrancada no estilo mata-mata, perdeu sai, vai enfrentando todos até a final.
Premiação em dinheiro, R$ 500,00 para o vencedor.
Quem pode participar: carros de rua de 4 cilindros, preparação livre, pneus radiais.
Exigências pra correr no rachão, vai ser cobrado na vistoria técnica de segurança:
- Cinto três pontas
- Capacete
- Vestimenta para competir: calça comprida e camisa de manga, sapatos fechados.
- Extintor de incendio em dia.
- Documentos do carro (lógico)
Sábado tem treinos do Regional carioca e domingo tem Oktane Track day, pra saber mais do Track Day acessem aqui e quanto aos treinos do Regional, não tenho informações se os portões estarão abertos para visitação, mas conforme as coisas forem andando eu aviso.
Já é um começo, certo? Enquanto todo mundo se paralisa diante dos absurdos vamos tocando nosso barquinho, a garantia que Jacarepaguá não será fechado em 2012 já dá ânimo pra começar alguma coisa, mas lá na frente teremos que cobrar sério essa história de novo autódromo, ou não ter autódromo, alguma coisa vai ter que sair daí.
E 2012 chegou...
Aí está a prova, a SP Turis, gestora do autódromo, aumentou em 1600% os valores de locação de Interlagos, um absurdo absoluto, mas que na cabeça dos atuais governantes paulistas é plausível a partir do momento que o prefeito rompeu com seu partido de origem e resolveu criar um novo partido, e sem dinheiro busca de alguma forma fazer caixa para tentar uma nova candidatura. É uma briga política, sem dúvidas, mas que poderá acabar com o automobilismo brasileiro, pois São Paulo hoje é o principal pólo do esporte a motor que nós temos.
Os paulistas estão desesperados, não querem que Interlagos tenha o mesmo destino de Jacarepaguá, mas eu sempre soube que isso seria assim, a partir do momento que a prefeitura paulistana achasse um substituto mais barato e vantajoso ao autódromo mais antigo do país, imediatamente seriam feitos todos os esforços para esvaziar Interlagos e dar outa destinação ao terreno.
Culpados? Muitos, a começar pela CBA que autorizou aquela porcaria de circuito de rua no Anhembi, passando por cima de seus próprios estatutos que não permitiam que uma pista de rua fosse construída em uma cidade que já tivesse um traçado permanente, mas a fome de dinheiro falou mais alto, e mesmo com um evento claramente mal preparado, em que uma simples chuva mais forte inviabilizou a corrida, a CBA manteve a autorização de construção da pista, e até que não demorou muito, menos de um ano e a prefeitura paulistana já fez as contas que manter uma pista provisória para um evento anual é mais negócio do que manter um autódromo permanente por um ano inteiro.
Afinal de contas eles tem a F-Indy, tecnicamente uma categoria inferior à F1, mas tem "brasileiro correndo", então interessa à grande mídia, ela também é responsável pela condenação de Interlagos, pois ao dar destaque, visibilidade, comemorando o novo traçado de corridas da cidade, condenou Interlagos a um perigoso ostracismo.
A F1 acontece uma vez por ano, e a cada ano atrai menos interesse do público, porque "não tem brasileiro vencendo", logo, perder a F1 não é grande problema, pois se troca uma categoria pela outra com o bônus de se ter uma estrutura que será montada e desmontada todo ano, abrindo margem a todo tipo de falcatrua nas licitações de serviços a serem prestados, tudo com beneplácito da mídia é claro.
E temos outro culpado. Quem? O público é claro, há anos as arquibancadas de Interlagos só veem público de verdade quando é categoria "grande", tipo Stock e F-Truck, e as pessoas só vão porque anuciam na TV, ou é porque dão um bonezinho e camiseta na entrada, ninguém vai porque gosta de ver corrida, vão porque ganham alguma coisa. Mas nos regionais ninguém vai, é como se não existisse, mesmo gratuitamente as arquibancadas ficam vazias, aqui no Rio é raro ver "testemunhas" assistindo, em São Paulo ainda é pior, porque aqui temos a desculpa da praia, lá nem isso, e o público não vai do mesmo jeito.
Estou cansado de ver isso, se o automobilismo nacional tiver que morrer, no estágio que está, que morra. E renasça em outros moldes, com gente realmente dedicada ao esporte e não aos seus pseudo-lucros,. Que haja os pilotos-pagantes que descem de helicóptero no autódromo no sábado e que só sabem qual é o seu carro porque está escrito o nome na carenagem, eles são o mal necessário, mas que venham também categorias acessíveis e pilotos oriundos de outros estratos sociais, pequenos empresários, profissionais liberais, donos de oficinas, enfim, que se universalize o automobilismo de competição e que também ele se torne um momento de lazer, que haja a promoção dos eventos de forma séria, que as pessoas se sintam estimuladas a ir não por causa de um boné ou camiseta, mas porque é um evento para a família, de dia inteiro, de ir ao autódromo e ter um espaço para uma diversão saudável.
No mundo inteiro o automobilismo é um dos indicadores do grau de excelência de uma sociedade, dirigir bem um automóvel é um ato de cidadania, mas o que vemos nas ruas é a barbárie, a dissociação completa do ato de dirigir com responsabilidade, o automobilismo nacional poderia ajudar a diminuir esse índices, mas o que temos? Já viu algum piloto brasileiro em campanha pela segurança do trânsito? Já viu algum piloto vir espontaneamente na TV ou em alguma entrevista falar dos acidentes nas estradas? Não, a falta de reconhecimento de sua própria atividade em prol da sociedade mostra o quanto eles se afastaram de seu público.
Antigamente dizia-se que quem queria correr que fosse para um autódromo, lá dentro, com regras e riscos controlados ele teria a chance de mostrar suas reais habilidades, muito asnos volantes tiveram a dura lição de ver que na pista eles não eram nada e afinaram, hoje temos jovens endinheirados que usam as estradas brasileiras para correrem com seus super-carros importados em um exibicionisno inútil de colocar a vida dos outros em perigo a troco de nada, só pela satisfação pessoal, e principalmente a falta completa de cidadania e respeito ao próximo.
Nossa sociedade está doente, e dá mostras disso em vários aspectos, na mídia que elege um reality show e um esporte de luta como modelos de imagem que o país deve seguir, e as pessoas aceitam, uns poucos se revoltam nas redes sociais, mas na verdade é que individualmente muitos são inteligentes e bem informados, mas enquanto povo se comportam bovinamente como uma grande massa de gnus indo para um rio cheio de crocodilos.
Interlagos está sofrendo o que nós assistimos por quase uma década: descaso, desprezo e falta de respeito. E é apenas o início, não vejo a CBA como interlocutora porque eles mesmos em seu manifesto à imprensa se curvam cheios de salameleques ao prefeito, admitem claramente que estão nas mãos da prefeitura e quem nem as 8 mil pessoas que vivem direta e indiretamente do automobilismo em São Paulo são motivos suficientes para a prefeitura voltar atrás em seu reajuste absurdo que tem claramente como objetivo sucatear o autódromo.
Alguns meses atrás os jornalistas que cobriam as últimas etapas do calendário nacional em Interlagos reclamavam do abandono da pista, com mato alto e zebras rachadas, algo inimaginável, pois a pista tinha recém-recebido o GP Brasil de F1, mas isso era apenas a ponta do iceberg que estava por vir, e veio, na forma desse aumento estúpido que nenhuma categoria brasileira é capaz de arcar sozinha.
Apesar de tudo e de todos, o momento é de união, de deixar de lado os egos, os interesses econômicos, as intrigas, se o automobilismo brasileiro não se unir agora não só em torno da questão de Interlagos, mas também de Jacarepaguá, podem ter certeza que o automobilismo será apenas uma lembrança daqueles que o fizeram e que o futuro nas pistas será algum traçado de terra no sul do país ou então sentado em frente a um TV vendo F-Indy e F-1.
Quando Jacarepaguá foi destroçada em 2005 muitos paulistas vieram aqui no blog pisar sobre o cadaver insepulto, eu alertei que eles seriam os próximos. Agora é inexorável, foi aberto o precedente, e mesmo que a prefeitura recue agora eles terão feito seu teste de força, para tentar novamente mais tarde, aproveitando quando o automobilismo brasileiro estiver mais enfraquecido ainda, e enquanto este esporte estiver representado por uma instituição que vive de merchandasing e licença de piloto ele jamais será respeitado como deve ser, há muito a ser feito, a hora é de mudar, de unirmos os pilotos brasileiros não em torno do autodromo carioca ou paulista, mas em torno do esporte a motor brasilerio,.
12/21/2011
Um pouco de boa vontade...
11/30/2011
A traição continua...
Sem conservação, autódromo de Jacarepaguá terá eventos em 2012
Prefeitura e federação de automobilismo dizem que não há risco para o público
RIO - Mato alto, estruturas enferrujadas, telhas quebradas e muros sujos. A situação de abandono do Autódromo de Jacarepaguá faria um desavisado pensar que o local já espera a demolição para dar lugar ao Parque Olímpico, previsto no projeto das Olimpíadas de 2016. No entanto, ao menos até fevereiro do ano que vem, o Autódromo Nelson Piquet tem dois eventos agendados.O leitor Wilson Carmo Jr. esteve recentemente no local e afirma que a falta de conservação pode trazer riscos para o público. A Federação de Automobilismo do Rio, porém, nega e diz que o autódromo está preparado para realizar os eventos programados. A Secretaria Municipal de Esportes prometeu iniciar reparos ainda neste mês, após uma vistoria da Defesa Civil constatar os problemas apontados pelo leitor,
“O autódromo está completamente degradado, para não dizer abandonado. Acho preocupante manter as corridas em um local com grades enferrujadas e arquibancadas velhas. O melhor seria interditar o espaço ou providenciar melhorias”, observa Wilson Neves Jr.O presidente da Faerj, Djalma Neves, defende a realização das corridas, mesmo com as atuais condições do autódromo. Segundo ele, reparos emergenciais são programados pelo município em competições de maior público. Neves garante que a pista e arquibancadas têm capacidade de atender os campeonatos no próximo ano. A princípio, estão agendados treinos coletivos para janeiro no Nelson Piquet e a primeira prova deve acontecer ainda em fevereiro.A federação tem o dever de preservar a prática do esporte no Rio. A pista tem sua segurança preservada e não oferece nenhum risco aos pilotos e público. É de se esperar que um espaço que vai ser demolido não seja alvo de melhorias. O que se tem feito são reparos, sempre que necessário - explica Neves.
Uma vistoria da Defesa Civil constatou os problemas relatados pelo leitor e programou uma série de reparos que estão marcados para começar em dezembro, segundo o secretário municipal de Esportes, Romário Galvão Maia. A prefeitura deve retirar uma passarela, interditar a parte superior da arquibancada com tapumes, recuperar o calçamento e fazer capinagem. Apesar do conserto, o secretário ressalta que não há problema de segurança no autódromo. Não há nenhum problema de segurança no autódromo. Nossa maior preocupação no momento é saber se o calendário esportivo será mantido - explica.O Ministério dos Esportes, responsável pelo projeto do Parque Olimpíco, diz que não há previsão de demolir o autódromo ou desativá-lo. Ontem, a prefeitura divulgou o início do processo de licitação para a escolha da empresa que irá para implantar, operar e manter o Parque Olímpico. O resultado será divulgado no dia 18 de janeiro.O complexo esportivo será construído para receber 15 competições das Olimpíadas, além de outras instalações na área ocupada hoje pelo Autódromo Nelson Piquet. As obras devem ser iniciadas no início de março de 2012 e o término no primeiro semestre de 2015, segundo a Empresa Olimpíca Municipal. O autódromo será transferido para Deodoro, na Zona Oeste do Rio.
Como venho falando há tempos, a prefeitura e o governo federal não tem planos para a mudança do autódromo para Deodoro, aliás arrisco dizer que nunca tiveram, e que toda essa história de projeto e dinheiro, previsões e tal, nunca passou de cortina de fumaça para calar os opositores do projeto.
Além do que já foi declarado publicamente que o destino final do terreno do autódromo é ser dado de presente para a iniciativa privada, ou seja, privataria e especulação imobiliária paga pelo contribuinte, pois os módulos, caríssimos, trazidos da Inglaterra depois da olimpíada de Londres, serão montados apenas para os jogos, não havendo previsão para utilização futura destes.
A própria matéria diz que o Ministério dos Esportes (sob nova direção), não tem NENHUMA PREVISÃO de remoção do autódromo ou construção de futuras instalações, ou seja, quem entrou agora encontrou nas pastas de encargos referentes ao autódromo de Jacarepaguá um grande espaço vazio.
Logo eu pergunto, e as tais "conversas" que a CBA diz ter tido com o ex-ministro Orlando Silva? As viagens até Brasília foram para tomar cafezinho e combinar a história que iriam dar na imprensa para acalmar a comunidade automobilística?
Para mim tudo está claro há tempos, o projeto é de especulação imobiliária pura e simples, o fato do novo Ministro Aldo Rebelo (que não entende patavina de esportes) ter dado através de sua assessoria de imprensa essa declaração, é porque o governo tem outros planos para Jacarepaguá e Deodoro, ou plano nenhum, e que toda essa história de novo autódromo é balela.
Aliás, já falei isto antes aqui, se o governo possui um terreno de um milhão e meio de metros quadrados ao lado de uma via expressa importante tem mais é que construir casas populares e não pista de corrida, quem tem que construir esse tipo de equipamento é a iniciativa privada, ah, esqueci, empresário no Brasil não investe em nada sem ter dinheiro público por trás, por isso o Maracanã com sua reforma de um bilhão de reais será entregue o mais rapidamente possível a uma empresa em vez de ser administrada pelo estado, que se diz incompetente para cuidar de um equipamento que terá sua renda quadruplicada após a reforma, ou seja pra gastar o dinheiro público serve, mas na hora de colher os lucros se entrega tudo de mão beijada para algum esperto que terá uma sinecura de alguns dezenas de anos mamando no patrimônio público.
Aliás, outra coisa que eu falo insistentemente aqui e que ninguém dá ouvidos, que aberto o precedente de Jacarepaguá todos os autódromos brasilerios correm risco, duvidam? então vejam esta notícia:
Por F-1, São Paulo pode ter nova pista
Ontem, no programa Linha de Chegada, do SporTV, apresentado por Reginaldo Leme, Cláudia Ito, diretora-executiva do GP Brasil de Fórmula 1, afirmou que o autódromo de Interlagos, como em todos os anos, conta novas obras para o encerramento desta temporada de F-1. Ela disse ainda que existe um plano para obras maiores nas próximas edições. Trabalho que sempre fica como obrigação da prefeitura.
No fundo, existe um grande projeto para uma mega reforma na pista. Até com a demolição da atual área de box e mudança de lugar. Diria que seria a maior reforma que Interlagos já recebeu. Falava-se que isto poderia acontecer no ano que vem. Mas como os calendários das categorias nacionais já estão prontos e Interlagos continua tendo provas o ano todo, creio que adiaram.
Hoje pela manhã fui conversar com uma fonte sobre uma outra história, que começou a circular no mês passado e tem ganhado corpo. Uma grande reforma continuaria em pauta para Interlagos, mas um pouco menor do que a já projetada.
A novidade seria a construção de um novo autódromo. A praça esportiva ficaria na Grande São Paulo, no máximo a 70 quilômetros de distância da capital e seria a nova casa do GP do Brasil. Isto já estaria fazendo parte de reuniões dos promotores. Leia-se também: Rede Globo, prefeitura, governo estadual e Bernie Ecclestone. Se tudo correr bem, o anúncio pode ser feito no ano que vem.
Os defensores desta ideia querem pegar carona na onda da Copa do Mundo para colocarem em prática este projeto. Parte seria bancada pelo governo e parte pela iniciativa privada. Com a chegada dos novos autódromos no calendário da Fórmula 1, chegou-se a conclusão, por aqui, que a pista de Interlagos é muito boa mas a estrutura do autódromo é bastante ultrapassada. Sem falar na sua localização, que deixa amarrado qualquer projeto de ampliação.
A mesma fonte não soube me informar, se caso esta ideia for em frente, o que será feito de Interlagos. Acho tudo isto muito grandioso e dispendioso. Mas que está em pauta e vem sendo falado bastante, isto é fato.
Ou seja, já estão armando o golpe, com ou sem F1 a idéia será posta em prática porque a pressão imobilíaria é grande, e como tenho sempre dito aqui, a gangue do vergalhão e cimento tem fome, principalmente de dinheiro do governo, pego na mão grande e pago a perder de vistas, às vezes nunca.
Também tenho uma outra notíca de como o país está se preparando para o vexame, digo, Olimpíada:
COI ainda não recebeu dados sobre projetos de infraestrutura que serão executados até 2016 no Rio
RIO - Mais de dois anos depois de o Rio conquistar, em outubro de 2009, o direito de organizar as Olimpíadas, o COI ainda não sabe oficialmente as fontes de recursos e que projetos de infraestrutura realmente serão executados até 2016 na cidade. A expectativa era que a chamada matriz de responsabilidades fosse apresentada pelo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes de Almeida, nos encontros desta semana no Rio. Mas a entrega do documento ficou para a próxima visita do COI, prevista para março do ano que vem. O impasse está na definição de atribuições da União, que tem investimentos pesados em infraestrutura no Rio tanto para a Copa quanto para as Olimpíadas, como a construção de instalações esportivas em Deodoro e a conclusão das obras no Aeroporto Tom Jobim. Em outubro, Márcio Fortes afirmou que analisava propostas de investimentos que chegavam a R$ 45,3 bilhões e que pretendia bater o martelo sobre o que de fato realmente seria feito até a reunião do COI. Sem fazer críticas à União, o prefeito Eduardo Paes e o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, deixaram claro que já definiram o papel de suas esferas de governo. Um fato chamou a atenção: a ausência de integrantes do alto escalão do Ministério do Esporte, ao contrário do que ocorria no tempo do ministro Orlando Silva.
A situação do COI ainda não foi afetada com a mudança de direção da pasta dos Esportes porque todos os seus contratos são firmados com a cidade-sede, uma esperteza que os tira da mira do governo federal, quem terá que mendigar dinheiro e se endividar é a prefeitura e é ela que será cobrada, e de tabela os cidadãos cariocas, quando o governo quiser ver o retorno do dinheiro aplicado. Daí a ausência dos representantes federais ter sido sentida, afinal de contas sem as verbas vindas de Brasília tudo vai continuar onde está, no papel.
A situação do autódromo de Jacarepaguá não muda durante 2012, os calendários já estão sendo montados, e segundo a FAERJ em fevereiro os motores do regional já começam a roncar de novo, mas essa indefinição sobre o futuro depois de 2012 impede que o campeonato decole, hoje o campeonato alinha cerca de 25/27 carros, em algumas provas os pilotos mineiros vieram correr aqui e o grid passou de 35, mas ainda é pouco, dez anos atrás alinhavam 44 carros no grid, e tudo sem divulgação nem premiação nem nada, apenas pela paixão de pilotar.
Sobre isso um assunto à parte, muita gente leu sobre as declarações do Nelson Piquet sobre a CBA, só digo uma coisa, se ele se candidatar à presidencia da CBA eu apóio, porque ele é alguém de dentro, que conhece automobilismo, e tem autoridade para falar do assunto, enquanto Émerson Fittipaldi fez sua escolha de virar cidadão norte-americano, Piquet continua brasileiro, e carioquíssimo como mostrou no desfile com a Brabham BT49 em Interlagos, e sabemos que ele tem acompanhado de perto toda essa movimentação sobre o autódromo que leva seu nome, aliás, o único no Brasil que leva o nome de dois campeões mundiais de F1 , logo alguma coisa ele pode estar armando para impedir que o autódromo desapareça e com ele leve a história que tantos pilotos escreveram naquele asfalto.
A prefeitura continua no seu cronograma, em janeiro será divulgado quem realizará o projeto do Parque Olímpico, se é que vai aparecer alguém visto que essa licitação já foi ofertada e ficou deserta de pretendentes, aliás, a prefeitura não sabe de onde virá o dinheiro, ou seja, quem vier a ser escolhido terá que ir atrás da grana, a menos que a prefeitura esteja armando outro golpe como o que ela fez sobre a zona portuária, onde de uma canetada transformou toda a área do porto em zona de investimento privado, que em três anos transformarão um monte de armazéns abandonados em uma avenida litoranea cheia de prédios de escritórios, condomínios de luxo e shoppings à beira do cais, bem, se a idéia dele é essa vamos ver se sobra algum para o novo autódromo, aí o que está acontecendo hoje se torna letra morta e, talvez, o novo autódromo saia, mas eu duvido muito mesmo.
11/22/2011
Uma grata supresa
A união dos dois poderá levar em breve um piloto brasileiro para a MotoGP, o que poderá trazer de volta a categoria para o país, um projeto ambicioso, mas não impossível, qualidade nós temos, o que falta é espaço para mostrarem o seu talento.
O evento foi conjunto com a Femerj que trouxe as categorias de base, e é muito legal ver as pequenas motos 2 tempos roncando alto no circuito, aliás, uma coisa muito bonita de se ver é o clima de camaradagem, quase uma confrariaentre os pilotos das categorias menores, claro que entre as grandes com todo os eu aparato técnico ainda se sente aquela aura de romantismo que há muito desapareceu do automobilismo, como o fato do terceiro colocado na corrida da Superstock de sábado ter pego a moto que ele usa na rua e dois dias antes ter depenado a bichinha pra colocar na pista, coisa impensável no automobilismo dos dias de hoje mas que era muito comum 20, 30 anos atrás, e é essa falta de flexibilidade que está esvaziando cada vez mais o automobilismo regional.
Voltando ao evento, público excelente, o terceiro melhor deste ano, de longe, bateu a também estrante Copa Petrobrás, que veio duas vezes este ano ao Rio, a GT3, Porsche Cup, ficando atrás apenas da F-Truck e da Stock-car.
Um mar de motos estacionadas na entrada do padock dava o tom do que seria o final de semana, muita gente nas arquibancadas, as notícias que vinham lá de fora era que uma fila imensa para comprar ingressos, ou seja, o público gostou do que viu e mesmo depois da final da Copa BMW 1000 ainda ficaram para ver o regional.
É claro que a motovelocidade tem seu público cativo e fiel, a volta dos eventos da motovelocidade ao Rio é tudo que precisamos para mostrar que o autódromo não é uma área devoluta que ninguém usa, pelo contrário, seu uso restrito se dá pela imcompetência da prefeitura que não o reconhece como um patrimônio da cidade e não faz nada para promovê-lo, preferindo seduzir-se pelo canto da sereia dos 15 dias de competições esportivas que o vão acontecer uma vez na história da cidade a cada 50 anos (no mínimo).
Aproveitando a deixa, confirmei com o próprio Alexandre Barros que o autódromo realmente fica aberto pro todo o ano de 2012, sendo que a Moto 1000GP virá duas vezes ao Rio ano que vem, já temos confirmados a F-Truck, Copa Petrobrás e o calendário do Regional carioca e aos poucos vamos fechando todos os finais de semana de 2012, aí fica a pergunta: e como fica a situação para 2013?
Arrisco dizer que continuaremos na mesma, as obras para os Jogos realmente só serão levadas a sério depois da Copa de 2014, até lá irão empurrando com a barriga, até porque as instalações para 2016 serão temporárias, se até lá conseguirmos provar que estas instalações podem ser feitas em outro lugar deixando o autódromo intacto acaba-se toda essa história de Deodoro e 400 milhões construir uma nova pista.
Ainda há muito o que se discutir a respeito dessa obra maluca, o fato de quererem entregar o terreno do autódromo após os jogos para a construção civil, a mesma que hoje vem financiando as campanhas eleitorais do atual prefeito, governador e vários secretários de pastas estaduais e municipais chega a ser pornográfico, um ato de concussão e roubo descarado do patrimônio público, ano que vem é ano de eleições municipais e toda essa sujeira virá a tona, não se surpreendam com reviravoltas no cenário político carioca, apesar do temor de que se Eduardo Paes não for reeleito as obras irão ser paralisadas eu não contaria com isso, pois a maioria delas vem no pacote da Copa, o que se refere às olimpíadas ainda não foram iniciadas, e talvez nunca o sejam.
Fiquem abaixo com mais fotos do domingo, e aqui vão os links da MotoGP (http://www.moto1000gp.com.br/)e da Femerj (http://www.femerj.esp.br/)para acompanhar as próximas atividades, aliás, dia 10 de dezembro teremos regional de motovelocidade, vale a pena prestigiar.
11/19/2011
Motovelocidade Rio - Moto 1000GP - corrida 1
6a Etapa - Moto 1000 GP |
GP1000 - Jacarepagua (3.073Mts) |
| 26:35 | Corrida |
| * | Ps | No | C | Piloto(s) | Vts | Tempo | S1 | ||||||||
| 1 | 46 | GP 1000 | PIERLUIGI. Diego | AR | 18 | 1:18.497 | |||||||||
| 2 | 22 | GP 1000 | CHOFARD. Pierre | SP | 18 | 1:17.514 | |||||||||
| 3 | 113 | GP 1000 | PASCHOALIN. Rafael | SP | 18 | 1:19.383 | |||||||||
| 4 | 78 | GP 1000 | DOUGLAS. Alan | SP | 18 | 1:21.861 | |||||||||
| 5 | 71 | GP 1000 | CRISTOBAL. Jaime | SP | 18 | 1:20.856 | |||||||||
| 6 | 4 | GP 1000 | CERCIARI. Luiz | SP | 17 | 1:16.882 | 54.865 | ||||||||
| 7 | 72 | GP 1000 | FAUSTINO. Diego | PR | 17 | 1:17.490 | 54.898 | ||||||||
| 8 | 121 | GP 1000 | RYDEN. Lars | RJ | 17 | 1:24.508 | |||||||||
| 9 | 86 | GP 1000 | VERGINIO. Leonel | SP | 9 | 1:39.751 | 1:04.553 | ||||||||
| 10 | 74 | GP 1000 | COLATRELI. Murilo | SP | 8 | 1:16.845 | 54.869 | ||||||||
| 11 | 9 | GP 1000 | SIMON. João | SP | 8 | 1:18.867 | 56.465 | ||||||||
| 12 | 36 | GP 1000 | TEIXEIRA. Maico | RS | 2 | 1:16.642 | 55.054 | ||||||||
| 13 | 60 | GP 1000 | GONÇALVES. Osmar | SP | 1 | ||||||||||
| 14 | 14 | GP 1000 | FELIPE. Nicollas | SC |
| Melhor Volta : 74 - COLATRELI. Murilo 1:15.951 145.657 Km/h |
| Tempo Ideal:1:15.825 54.329 21.495 |
| 15:13:56 * CARADEC Cronometragem * 263 |
